Editor e Bienal do Livro discutem sobre importância do evento - Cultura e Mercado

Editor e Bienal do Livro discutem sobre importância do evento

Matéria publicada nesta quinta-feira (16/8) na Folha de S. Paulo informa que o editor João Scortecci distribuiu carta aos 400 expositores da Bienal do Livro de São Paulo, que acontece até domingo (19/8), na qual levanta questionamentos sobre o evento. Intitulado “A Festa do Livro em São Paulo”, o texto afirma que a Bienal como ela é está morrendo.

Scortecci enfatiza a queda do interesse do público e do mercado editorial pela Bienal, que neste ano não contou com as editoras Summus, Positivo, IBP/Nacional, Nobel, Cosac Naify, entre outras. Entre os problemas destacados por ele, estão os altos preços do estacionamento e dos ingressos – R$ 30 e R$ 12, respectivamente -, o desrespeitos ao regulamento e o fato de a organização não ter previsto que o Dia dos Pais esvaziaria o evento no último domingo (12/8).

“O modelo não funciona mais e precisa de mudanças (…). O assunto está na mídia e nos corredores da feira. A insatisfação é geral”, diz na carta o editor, que durante quatro gestões participou da diretoria da Câmara Brasileira do Livro (CBL). Ele sugere que a Bienal adote um modelo inspirado na Virada Cultural de São Paulo, “a Bienal do Livro poderia acontecer em toda a cidade”, argumenta.

Em resposta, a organização da Bienal divulgou nota em que contesta as afirmações de Scortecci. Segundo a nota, houve aumento de 37% no número de expositores nesta edição do evento, de 18% na área ocupada e de 14% na extensão da programação cultural.

Quanto ao preço do estacionamento, a organização declara que não é de sua responsabilidade, mas uma “questão relacionada à cidade de São Paulo”, onde os preços de vagas para automóveis vem aumentando devido à escassez de espaço. “Com relação à frequência de público, o gigantesco movimento médio verificado no final de semana, atestado e divulgado por numerosos veículos de comunicação, e os números finais do evento, a serem oportunamente divulgados, se constituem em evidência cabal de que a crítica é descabida”, conclui a nota.

Clique aqui para conferir a carta de Scortecci na íntegra e aqui para ler o comunicado da organização da Bienal.

*Com informações do jornal Folha de S. Paulo

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