Encontro entre ONGs e Banco Mundial

Uma iniciativa do Banco Mundial em parceria com o programa Comunidade Ativa, o Encontro Nacional de Experiências Sociais Inovadoras avalia e discute mais de cem projetos sociais Políticas públicas
Organizações não-governamentais (ONGs) de todo o Brasil vão apresentar durante três dias experiências e projetos sociais bem-sucedidos. Segundo o Estado de São Paulo, a idéia é que, a partir dos resultados obtidos, sejam discutidas estratégias para transformar essas iniciativas isoladas em programas e políticas públicas para promover a inclusão social e o desenvolvimento sustentável. Esse é um dos principais objetivos do Encontro Nacional de Experiências Sociais Inovadoras, uma iniciativa do Banco Mundial em parceria com o programa Comunidade Ativa, que começou hoje, dia 10 de junho.

“Queremos fortalecer o que há de mais inovador e socializar o conhecimento”, diz a especialista do Banco Mundial para Sociedade Civil, Zezé Weiss ao jornal. Assim, além de expor os resultados concretos de mais de cem projetos, os participantes do evento vão discutir como levantar recursos para que os projetos possam ser reproduzidos em outros lugares.

Projetos
Conforme a matéria, boa parte dos projetos apresentados são da área da educação. Um exemplo é a Oficina Escola de Lutheria da Amazônia, em Manaus, voltada para crianças e jovens em situação de risco, oriundos de famílias de baixa renda. Seu objetivo é dar uma formação profissionalizante na área de beneficiamento e processamento de madeira, ao mesmo tempo em que procura disseminar técnicas de manejo sustentável.

Outro projeto, de Caraí (MG), consiste na criação de uma empresa coletiva para produzir artefatos de bambu. A iniciativa é da Bambuzeria Marambainha e pretende melhorar a qualidade de vida na região do Vale do Jequitinhonha, umas das mais pobres do País. “Muitos projetos são realizados em municípios e regiões extremamente carentes. Mas são experiências que podem ser replicadas”, avalia Mariza Soares, diretora de Parcerias do programa Comunidade Ativa, do governo federal.

Além de projetos de educação, coloca a matéria, há programas voltados para as minorias, como mulheres, índios e negros. O combate à violência, sobretudo a que afeta a juventude, é outro foco de interesse e de debates. Um dos projetos apresentados, o Sem Violência, 100% Paz, do Rio, é um exemplo. Sua meta é disseminar valores como a tolerância e melhorar a auto-estima dos jovens por meio das artes dramáticas.

Legislação
Porém, para que a idéia de reproduzir esses projetos se torne realidade, na opinão de Zezé Weiss, há duas necessidades básicas: recursos e mudança na legislação que regulamenta das organizações da sociedade civil no Brasil. Segundo a matéria, o primeiro problema pode ser solucionado com uma aproximação do Banco Mundial, outros organismos financiadores e do governo com as organizações – o que é um dos objetivos do Encontro. Quanto à legislação, é preciso encontrar a lei que rege as ONGs a outros marcos legais brasileiros, pois eles se contradizem. As entidades também receberão prêmios que chegam a US$ 360 mil.

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