EUA e Europa pressionam Brasil pela abertura de serviços audiovisuais

Audiovisual é um setores onde os países desenvolvidos querem atuar com mais facilidadesO Brasil recebeu no início do mês pedidos para a abertura de 13 setores da economia para o investimento estrangeiro, incluindo o setor audiovisual.

Os países desenvolvidos, liderados por Estados Unidos e Europa, enviaram à Organização Mundial do Comércio (OMC) uma lista de solicitações para que o país faça concessões na área de serviços na atual negociação da Rodada Doha. O objetivo é que o Brasil dê maiores facilidades para que empresas desses países possam atuar em áreas como energia, serviços de meio ambiente, serviços financeiros, telecomunicações, construção, informática, arquitetura e engenharia, transporte marítimo, serviços de distribuição e de correios, educação, serviços audiovisuais e serviços legais. Os governos da China, Índia, África do Sul e Tailândia receberam pedidos semelhantes. 

O Brasil vem alegando que já é aberto em grande parte nesses setores, como provariam os investimentos recebidos nos últimos anos em telecomunicações e a entrada de bancos estrangeiros. Mas sem essas concessões, o Brasil e outros países em desenvolvimento encontrarão dificuldades em conseguir uma maior liberalização do comércio agrícola.

Os países desenvolvidos querem que o governo brasileiro retire todo o tipo de restrição aos investidores, conseguindo assim uma maior liberdade para estabelecerem suas empresas no mercado brasileiro, autorização para prestar serviços pela internet e flexibilidades nas leis sobre concorrência.

Recentemente, cedendo a pressões semelhantes, a Coréia do Sul anunciou a redução da sua cota de tela para filmes nacionais para poder negociar melhor com os EUA.

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