Acompanho o Expurgação há alguns anos e venho estabelecendo um contato que inclui troca de experiências e reflexões sobre as novas potencialidades de criação artística no Brasil do século XXI. Nosso encontro mais recente foi durante a mostra de cinema do coletivo, realizada mês passado em Vitória (ES), realizada pelo SESC.
O sentido comunitário do coletivo, seu caráter transmídia e sua capacidade de mobilização, articulação e generosidade com outros artistas e movimentos, esboçam algo de maior abrangência, a partir do compromisso com o desenvolvimento local.
Conectado com as redes nacionais e o pensamento global a respeito da função política da cultura, Expurgação traduz a urgência da arte como espaço de garantia das utopias e como elemento central da sustentabilidade humana.
Esses ingredientes o colocam na vanguarda de um tempo que já é de vanguarda, de experimentações e descobertas, de novas mídias, tecnologias e linguagens. E sobretudo de um novo lugar para o artista na sociedade.
É tempo de fazer junto, dialogando, reunindo esforços, trocando expertises, dividindo tarefas, complementando. O espaço é compartilhado, de divisão de tarefas, de amparo afetivo, emocional, misturando estilos e autorias, agregando sentido, diluindo o peso da economia sobre suas vidas. Uma espécie de empreendedorismo criativo em rede.
Expurgação é práxis, acima de qualquer coisa: a ponte possível entre os aprendizados e a vida cotidiana. Só é possível essa práxis porque é solidária, não solitária. São inúmeros coletivos, grupos e movimentos artísticos organizados no Brasil trabalhando sob a mesma ótica. É preciso um olhar de toda a sociedade para esse fenômeno.
O reconhecimento e a parceria do SESC-ES a esse movimento vem inocular uma vacina para todos os males existentes, e os que ainda virão.
Conheça melhor o Expurgação:
s://vimeo.com/channels/kalakuta