O Museu Lasar Segal, do Ministério da Cultura (MinC), recebeu ontem (12/08), a quarta e última doação de acervos da família Segall, composta de arquivos com 8.000 documentos e 5.304 mil fotografias, 501 objetos (pincéis, tintas, instrumentos de gravura, paletas e indumentária), 171 matrizes de gravuras, mobiliário criado por Segall (12 ítens), e mais oito obras.
Na ocasião, também foi doada a atual sede do Museu, a casa da Rua Berta, imóvel de 700m2 que pertence ao filho do artista, Maurício Segall, homenageado na cerimônia pela sua atitude. A casa é a antiga residência de Lasar Segall, projetada por Gregori Warchavchik, e é utilizada pelo MinC em condição de comodato por tempo indeterminado. Ao longo de cerca de 40 anos, a família Segall fez três grandes doações que hoje fazem parte do acervo atual do Museu.
Sérgio Segall, neto do artista e filho do homenageado, também disse algumas palavras. Segundo ele, a doação completa do acervo e da casa é apenas continuação de um trabalho de educação e divulgação da obra de Lasar Segall. “Tudo isso não poderia estar em melhores mãos. O que deixamos aqui é mais do que uma doação, é uma ideia. Hoje somos uma instituição preparada para o poder público”, destacou.
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, elogiou a atitude da família. “É um gesto pioneiro e muito significativo não só para São Paulo, mas também para o Brasil e para o MinC”. Para ele, o gesto da doação tem grande conexão com o trabalho do artista. “Toda a obra de Segall é marcada pelo diálogo permanente com o mundo”.
Também participaram da cerimônia de entrega o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Junior, e o diretor do Museu Lasar Segall, Jorge Schwartz.
Sobre o artista:
Lasar Segall, lituano naturalizado brasileiro, experimentou todas as formas de expressão de sua época. Pintor, desenhista, gravador e escultor, foi um mestre do Expressionismo e um dos introdutores do Modernismo no Brasil, em 1912.
Segall mudou-se para o Brasil em 1923, naturalizando-se depois de casar com Jenny Klabin, em 1925. A partir daí, passa a ser uma das peças centrais do Modernismo, atuando como um contraponto alemão às influências francesas. É neste período que começam a surgir temas brasileiros em sua obra, e as formas passam a ganhar contornos menos angulosos e tensos – mas sem perder a característica expressionista.
*Com informações da Assessoria de Imprensa do Ministério da Cultura.