Feira de Frankfurt transita pelo impresso e digital e faz bem ao Brasil

A Feira do Livro de Frankfurt, a maior do mundo do setor, encerrou no último domingo sua edição de 2011, após cinco dias de discussões marcadas pela convergência midiática, digitalização e o futuro do negócio editorial tradicional. A novidade deste ano foi a presença em massa de empresas que tradicionalmente pouco ou nada tiveram a ver com o mundo do livro, como alguns produtores de jogos de computador.

Na opinião do diretor da Feira, Jürgen Boos, expositores desvinculados do setor editorial participam da mostra não só para apresentar seus produtos mas, antes de tudo, para buscar os direitos de novos conteúdos que possam traduzir à linguagem de seus jogos. Com isso, pode surgir uma nova relação do mundo editorial com outros meios, além de outros com os quais já existe uma troca há décadas, como o cinema e a internet.

As previsões feitas no evento deste ano indicam que haverá, no mais tardar em dezembro, uma explosão do mercado do livro eletrônico na Europa.

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MERCADO – Para a maioria dos editores brasileiros que negociaram títulos na Feira, o saldo foi positivo. A expectativa de que o mercado internacional estivesse de olho no Brasil por conta do bom momento econômico parcialmente se confirmou. Em 2013 o país será o homenageado da feira, por isso houve mais interesse pela literatura brasileira, principalmente por conta do programa de incentivo à tradução lançado pela Fundação Biblioteca Nacional, visando especialmente profissionais estrangeiros.

“Trabalhei novamente com autores brasileiros e obtive resultados”, comentou Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras. “O plano de auxílio à tradução está sendo bem recebido e ajuda de fato.” O mesmo caminho aquecido foi encontrado pela Record que, embora apostasse em um grande interesse em seus títulos de não ficção, conseguiu fechar importantes negócios justamente com os de ficção; e pela Globo, detentora dos direitos da obra de Monteiro Lobato: títulos juvenis do escritor paulista foram negociados antes mesmo do início da feira com Rússia, Polônia e Argentina.

Roberto Feith, da Objetiva e Alfaguara, não sentiu mudança na postura dos agentes com relação aos brasileiros. “Apenas o comentário deles, repetido por vários, de que o nosso mercado parecia bem, vibrante, com editoras disputando títulos vigorosamente, ao contrário dos europeus.”

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*Com informações do G1 e do Estadão.com

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