Quase 25 mil pessoas passaram pelo 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que aconteceu na última semana, segundo cálculos da organização do evento. Apenas nas mostras competitivas, principal disputa do evento que reuniu 30 produções cinematográficas, entre longas e curtas-metragens, a estimativa é que, diariamente, 1,2 mil pessoas ocuparam os assentos da Sala Villa-Lobos, do Teatro Nacional, que tem capacidade para 1,3 mil.
Pelas contas da organização do festival, nas 12 sessões das mostras competitivas, pelo menos 12 mil pessoas acompanharam as exibições. Somadas aos eventos paralelos e às apresentações simultâneas que ocorreram em quatro cidades do entorno da capital do país, a conta ultrapassa a marca de 25 mil visitantes.
Todos os filmes exibidos na Sala Villa-Lobos foram reproduzidos ao mesmo tempo nas salas do Teatro Newton Rossi, no Sesc de Ceilândia, no Teatro de Sobradinho, no Teatro Paulo Autran, no Sesc Taguatinga e no Sesc do Gama.
Entre os eventos paralelos à principal disputa do festival, o Festivalzinho, voltado para alunos da cidade, lotou a sala de pouco mais de 400 lugares no Teatro Nacional. O Festival de Brasília também manteve os tradicionais debates sobre os filmes e seminários sobre o cinema no país. Na Mostra Panorama Brasil, filmes nacionais foram exibidos nas tardes dos últimos oito dias.
Durante dois dias (sábado e domingo), a Sala Martins Pena abrigou a 17ª edição da Mostra Brasília, com disputas entre produções do Distrito Federal.
Sérgio Fidalgo, coordenador-geral do evento, lembrou que, no total, foram inscritos mais de 600 filmes. O número representa um recorde nos últimos 45 anos de festival. “A gente sabe que nem sempre a quantidade reflete a qualidade mas, nesse caso, acho que as comissões de seleção conseguiram formar uma mostra bastante significativa, com filmes autorais de qualidade, que saem um pouco do conhecido previsível. Isso atraiu bastante o público”, avaliou.
Para o secretário de Cultura do Distrito Federal, Hamilton Pereira, o festival de cinema mais antigo do país, cumpriu sua tarefa, “com uma boa safra de filmes”. Segundo ele, as produções brasilienses conquistaram novamente o aval do público que acompanhou, com grande participação, a mostra específica criada para contemplar o mercado local. “Hoje, o investimento do Fundo de Apoio à Cultura do DF é o maior – per capita – do país. O estímulo à produção continuará. Este ano, resultou na inscrição de mais de 100 obras [do Distrito Federal nas competições principais do festival], o que significa que estamos em um bom caminho. Ao Estado cabe oferecer condições adequadas para que o talento se expresse”, disse Pereira.
*Com informações da Agência Brasil