Com patrocínio da Petrobras, Fórum Internacional de Dança busca programação contínua e reflexiva. Este ano conta com projeto da Telemig Celular e debates sobre política cultural
Por Deborah Rocha
Caminhos da dança
Transformado em fórum permanente e contínuo desde 2001, o FID (Fórum Internacional de Dança) traz em sua sexta edição inovações importantes para a reflexão sobre a dança e a formação de artistas mineiros. Com apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Rouanet) e patrocínio da Petrobras, garantido pelo Programa Petrobras Artes Cênicas, o Fórum finaliza agora, em outubro de 2002, o conjunto de atividades iniciadas com o seminário ?O corpo não é uma mercadoria? realizado em novembro/dezembro de 2001. As iniciativas acumuladas culminam com a apresentação dos projetos coreogreáficos do programa Território Minas Telemig Celular-TMTC 2002.
Telemig Celular
Com o objetivo de desenvolver a dança contemporânea local, o projeto da Telemig Celular, iniciado em maio de 2002, disponibilizou bolsas de estudos para que intérpretes e companhias de Minas Gerais pudessem tomar, entre outras, aulas de artes plásticas, ioga e semiótica com professores universitários, além de terem um espaço para o desenvolvimento de uma pesquisa coreográfica. O resultado de seis meses de trabalho poderá ser conferido gratuitamente pelo público até o dia 26 de outubro. Além do apoio da empresa mineira, a edição deste ano terá também a participação especial de grupos internacionais convidados.
FID Extensão Brasil
Outra novidade deste ano é o FID Extensão Brasil, um programa de difusão da dança nacional, circulação da produção e democratização do acesso à (in)formação. Uma vez por mês, de agosto de 2002 a junho de 2003, o FID Extensão Brasil trará à capital mineira uma companhia ou coreógrafo para a apresentação de espetáculos a preços populares (R$ 5,00 e R$ 2,50 – meia-entrada para estudantes) e a realização de oficinas gratuitas, laboratórios voltados à troca de experiências entre os profissionais da dança local e os grupos de outras regiões do País que compõem o panorama atual da dança contemporânea brasileira, além do Seminário “espaçotempo”, programado para o período de novembro 2002 a junho de 2003.
Política Cultural e Social
Um dos destaques do Extensão Brasil é o encontro Política Cultural e Política Social: Interfaces e Superposições, que ocorreu ontem, dia 17 de outubro. O evento contou com a presença de representantes de projetos sociais ligados à dança, como os integrantes dos grupos Sambalelê e Querubins, da consultora cultural Eleonora Santa Rosa, da presidente da Fundart (Fundação de Arte e Cultura do Município de Araraquara), Gilsamara Moura, além da diretora e da coordenadora da Escola Preparatória de Dança da Cia. Municipal de Caxias do Sul, Sigrid Nora e Verônica Gomes. “Queremos discutir até onde vão os limites da política cultural e da política social?, diz Adriana Banana, diretora artística do Fórum, ao jornal O Estado de S. Paulo.
Comprometimento
Idealizado por Carla Lobo e Adriana Banana, o Fórum Internacional de Dança pretende ser um projeto comprometido com a dança, voltado à reflexão, às tendências internacionais, à formação de platéia e ao incentivo à produção de artistas mineiros. “O FID não é um evento ou uma vitrine repleta de produtos, a proposta é ter uma programação contínua, que leve o público à reflexão, criamos um ambiente propício para a discussão sobre dança”, diz Adriana Banana ao jornal. O fórum foi indicado para o Prêmio Multicultural Estadão na categoria fomentador.
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