Filmes infantis têm espaço pequeno na produção nacional

A produção de cinema voltada ao público infantil ainda engatinha no Brasil, segundo afirma reportagem do jornal Valor Econômico desta segunda-feira (18/1). Patrícia Durães, exibidora e distribuidora que desenvolve diversos projetos voltados para crianças e escolas, afirma que a produção é forte para TV e grande para festivais infantis, mas que “ainda precisamos descobrir mecanismos” para fortalecer a produção de longas-metragens.

Nos Estados Unidos e em diversos países da Europa, a produção dirigida a crianças é considerada estratégica para a formação de público e se beneficia de políticas de Estado. Por aqui, estima-se que o conceito expandido dos “filmes para a família” – incluindo os nichos dos infantis, dos infantojuvenis e do juvenis – correspondam a cerca de um terço das bilheterias. 

Quatro longas de animação figuraram entre as dez maiores bilheterias nacionais do ano: “A Era do Gelo 4”, “Madagascar 3: Os Procurados”, “Alvin e os Esquilos 3” e “Valente”. Juntos, eles venderam 22,6 milhões de ingressos, ou cerca de 15,5% do total (146 milhões de ingressos). O volume é superior à soma de todos os filmes brasileiros lançados no ano (15,5 milhões de ingressos, ou 10,6%).

Para Ale McHaddo, diretor de criação da produtora 44 Toons, o gênero infantil é encarado com certo desdém, como se fosse um tipo menor de cinematografia. “Além disso, o cinema brasileiro não tem tradição na criação de filmes de fantasia em geral. Dramas realistas e comédias adultas formam a maioria dos filmes produzidos no país. O cinema brasileiro precisa ser mais lúdico, mais divertido, precisa brincar mais.”

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*Com informações do jornal Valor Econômico

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