Fortaleza discute estratégias para produção fonográfica - Cultura e Mercado

Fortaleza discute estratégias para produção fonográfica

Segundo dia da I Feira Nacional da Música teve debates sobre divulgação e distribuição da produção musical nacional. Participaram produtores de importantes gravadoras e um diretor da Associação de Música Independente, entre outrosO segundo dia da I Conferência Internacional da Música foi marcado por debate entre questões que envolvem as estratégias de divulgação e distribuição da produção fonográfica brasileira. A Conferência faz parte da I Feira Nacional da Música que acontece até 14 de junho no Centro de Convenções Edson Queiroz em Fortaleza (CE).

Música como negócio
Eduardo Muszcat, dono da gravadora/distribuidora paulista MCD World Music, abriu a palestra dizendo que é importante para as gravadoras independentes pensarem a música “como um negócio e não apenas como arte. Arte é o que fazem os músicos, os artistas”.

Também um dos diretores da recém-formada Associação Brasileira de Música Independente (ABMI), sediada em São Paulo, Muzscat salientou que o foco é indispensável para o sucesso de uma gravadora independente. “É preciso saber exatamente o que se quer com esse ou aquilo artista e centralizar os esforços em uma única direção em vez de que abarcar o mundo com um pequeno orçamento”. Concluiu salientando que “a cultura nacional pode ser uma das melhores e maiores molas de propulsão da economia brasileira e dentro dessa cultura a música está num primeiro lugar”.

Divulgação no exterior
O alemão Michael von Petrykoski confirmou o interesse que países do primeiro mundo possuem em relação à música brasileira. Citou a Feira Womex como um dos canais aberto para essa divulgação da nossa música lá fora. Entre os exemplos bem sucedidos, apontou o compositor Lenine e o grupo Cascabulho: “A partir de apresentações na Womex eles conseguiram contrato para tocar em outros festivais do mundo”.

O chefe de reportagem do Metrópolis Lázaro Oliveira enfocou a divulgação de obra de arte em seu programa: “Nós não divulgamos o artista, não inventamos uma história. Nosso objetivo é descobrirmos um bom trabalho artístico e mostrarmos isso ao público. O grande pecado em que todos os bens culturais viraram mercadoria. Guimarães Rosa deveria ser consumido da mesma maneria que Paulo Coelho”.


Lobão é destaque com palestra e show no terceiro dia da Feira da Música

Música e Educação é o tema do terceiro dia da I Conferência Internacional da Música. Participarão Marcos Pompeu, diretor adjunto de Economia e Fomento da Embratur, Mayrton Bahia, professor da Estácio de Sá – RJ, Orlando Leite, regente da Orquestra Sinfônica de Brasília (DF) e Alemberg Quindins, da Fundação Casa Grande de Nova Olinda (CE).

Nas oficinas e palestras, os destaques são o Encontro de Música e Mídia, com participação de jornalistas da área cultural; o cantor e compositor Lobão fala sobre A divulgação e a distribuição de Cds, antes de apresentar seu show, às 22h.

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