Nesta sexta-feira (1/4), o Fórum Permanente de Cultura do Estado de Goiás promove uma manifestação, em Goiânia, com o intuito de pedir ao poder público posicionamento urgente para resolver questões que assolam a área. Uma delas refere-se às restrições na captação pela Lei Goyazes, mecanismo estadual de fomento à cultura, em face aos problemas orçamentários do Estado.
O Fórum, que tem mais de 10 anos de existência, conta com o envolvimento de cerca de 100 pessoas ligadas à cultura. O objetivo da manifestação é mobilizar artistas e comunidade da Praça do Trabalhador (concentração às 14h) até a Praça Cívica, onde o grupo reivindicará audiência com o governador Marconi Perillo.
Outro objetivo é relançar o Manifesto em Defesa dos Trabalhadores da Arte 2010/2011, que defende, em 11 pontos, que a cultura sejam tratada como prioridade e os artistas, como trabalhadores.
Entre os principais pedidos do manifesto, a ser apresentado ao governador, estão pontos que não são necessariamente novos na área. Um deles, por exemplo, é a reivindicação de que municípios, Estados e União destinem cerca de 5% do Orçamento para cultura, realidade muito longe do que se vê atualmente. Outro ponto diz respeito ao pedido de implementação de políticas de interiorização de projetos culturais.
Entre as medidas práticas reivindicadas para o Estado, estão a adequação de Goiás ao Sistema Nacional de Cultura, a reestruturação das pastas que cuidam da cultura, a realização de concurso público para qualificação profissional e a regulamentação do Fundo Estadual de Cultura.
Para completar, o manifesto se posiciona ainda contra a “realização de megaeventos” se eles inviabilizam medidas menores para formação de público e fomento.
Acompanhe as atividades do Fórum Permanente de Cultura de Goiás no site s://fpcgo.wordpress.com.
*Com informações de O Popular e do site do FPCGO