Em cerimônia realizada na última sexta-feira, dia 05 de janeiro, o novo diretor da Fundação Pedro Calmon – Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia, Ubiratan Castro, priorizou a necessidade de ampliar a leitura e dinamizar bibliotecas e arquivos da Bahia.
Em cerimônia realizada na última sexta-feira, dia 05 de janeiro, o novo diretor da Fundação Pedro Calmon – Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia, Ubiratan Castro, priorizou a necessidade de ampliar a leitura de livros e fazer deles um artigo de primeira necessidade, implementar a criação de círculos de leitura e fortalecer a infra-estrutura de bibliotecas e arquivos no interior do Estado, transformando-os em verdadeiros centros culturais.
O novo diretor tomou posse do cargo que antes era ocupado pelo poeta e editor Claudius Portugal, em cerimônia presidida pelo secretário da Cultura da Bahia, Márcio Meirelles, com a presença dos diretores das bibliotecas da capital, do Arquivo Público e do Centro de Memória da Bahia.
Além da intenção de ampliar a leitura no Estado, o novo diretor pretende que a fundação volte suas atenções para a recuperação da memória histórica, através não apenas da documentação oficial, mas também da herança oral e de outras iconografias que contribuíram para a formação do povo baiano.
Castro salientou ainda que o Centro de Memória deve se dedicar futuramente ao resgate da história de personalidades que contribuíram para a formação e o fortalecimento do Estado em todos os níveis. Destacou também a necessidade de se preservar a memória dos terreiros da Bahia, acenando com a possibilidade da criação de um Memorial do Candomblé.
Outra mudança anunciada foi a centralização das atividades literárias da Secretaria da Cultura – ora dispersas por órgãos como a Fundação Cultural e a Superintendência de Cultura – na nova estrutura da Fundação Pedro Calmon. “Queremos livros, muitos livros, às mãos cheias”, enfatizou Castro em seu aplaudido discurso de posse. Para ele, é necessário buscar alternativas para fortalecer a produção literária e lançar edições populares, que possam atingir o maior número de pessoas, ampliando a leitura de livros no estado.
Para a realização dos projetos, Castro disse que “será preciso muito trabalho daqui pra frente, em busca de parcerias, para a captação de recursos, sejam através dos fundos estaduais e federais, ou da participação de entidades privadas e outras organizações, que serão nossos parceiros conscientes desta nova postura da Secretaria da Cultura”.