Galerias de arte brasileiras cresceram 44% nos últimos dois anos

Estudo realizado pela Associação Brasileira de Arte Contemporânea (ABACT) e pelo projeto setorial de arte contemporânea da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) revela que as galerias de artes monitoradas e que atuam no mercado primário (trabalham com o artista em atividade) cresceram em média 44% nos últimos dois anos.

O levantamento foi coordenado pela consultora Ana Letícia Fialho e realizado entre o final de 2011 e início de 2012 entre as 40 galerias de sete estados brasileiros que fazem parte do projeto setorial da ABACT e APEX. Juntas, elas representam aproximadamente 900 artistas.

Essas mesmas galerias confirmam a tendência de internacionalização da arte contemporânea nacional, já que cerca de 48% dos seus artistas estão em coleções internacionais, enquanto 18% são representados por galerias estrangeiras e 20% dos seus negócios são gerados no exterior, em especial por conta da participação em feiras como a Art Basel Miami Beach, Frieze (Londres) e The Armory Show (Nova York), além de Bienais como Veneza (Itália), Istambul (Turquia) e Havana (Cuba). Segundos dados da Apex, o segmento de arte no Brasil registrou recorde de exportações em 2011, com vendas de US$ 60,1 milhões.

Responsáveis por atividades como organização de exposições individuais gratuitas, arquivo, documentação e pré-financiamento de obras, captação de patrocínios, parcerias internacionais e gerenciamento da carreira, as galerias pesquisadas possuem em média 23,6% de novos artistas em seu portfólio e ganham cada vez mais importância na democratização da arte contemporânea no país, já que a média das obras de menor custo é de R$ 1,1 mil, com variação entre R$150 e R$ 6 mil.

O perfil dos compradores de obras de arte revela o papel primordial dos colecionadores particulares brasileiros para o fomento da produção artística nacional, que já são responsáveis por 66% das vendas, contra 15% dos colecionadores estrangeiros e apenas 8% das instituições culturais brasileiras, mesmo percentual das empresas privadas.

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