Estamos falando de um dos mercados mais potentes do mundo e um dos que mais cresce e se revigora a cada dia. De algo tão necessário ao ser humano como comer e respirar. De uma atividade que dá sentido ao ser humano, significa sua vida e projeta seu futuro.

Foto Nuno MorãoAlém dos mercados tradicionais, supostamente em crise, como o cinema, a indústria fonográfica e editorial, atropeladas pelo advento das tecnologias de informação e comunicação, surgem a cada dia novas formas de significar a presença do ser humano na Terra, de criar utopias, planos de futuro, ou simplesmente de amenizar o sofrimento de quem ainda não encontrou sua autonomia em relação ao próprio imaginário.

Os códigos culturais antes dominados por impérios, igrejas, estados autoritários e grandes corporações estão cada vez mais ao alcance de todos nós. A teia que se forma em torno dos elementos culturais, diversos, controversos, livres, colaborativos e, ao mesmo tempo, controlados, sistematizados, formatados, lineares, é cada vez mais complexa. Exigem dos terráqueos contemporâneos uma capacidade de decodificação, síntese e diálogo constantes.

O gestor cultural se habilita a esse exercício constante, com um diálogo permanente entre as formas mais lineares e alienantes do conhecimento e as mais revolucionárias maneiras de criação e conexão com os universos paralelos do sentido. Um diálogo que possibilita, ao mesmo, implodir e reforçar os sistemas estabelecidos de poder.

Um profissional detentor de uma chave mestra, capaz de promover a livre expressão e arbítrio, e de revelar os sistemas de cerceamento de conhecimento, opinião e expressão, aptos a afugentar os medíocres, robotizando-os em lógicas binárias e sistemas bancários.

Antes de qualquer coisa, um profissional pautado pela ética. Não necessariamente pautado pelo bem, mas um bom conhecedor do mal que há dentro de si.

Algumas características são marcantes nesse profissional, que ganha espaço a cada dia não somente nos mercados tradicionais de cultura e comunicação, mas em várias esferas da sociedade. São elas:

  • A constante reflexão em relação a tudo o que faz.
  • Alto poder de aplicabilidade daquilo que pensa naquilo que faz.
  • Participa da vida política, articula e trabalha em rede.
  • É familiarizado com a língua e a lógica do mercado.
  • Subverte a lógica do mercado, propondo novas formas de superação.
  • É empreendedor e criativo.

É claro que estou idealizando este profissional, mas ao mesmo tempo reconheço-o em corpo presente nos corredores dos inúmeros empreendimentos culturais com que tenho contato pelo Brasil e pelo mundo afora.

Alguém que, como o artista, se prepara como nenhum outro para lidar com as incertezas de um tempo que colhe os frutos do desenvolvimento tecnológico e da ciência, mas ao mesmo tempo paga a conta da irresponsabilidade para com seus pares, seu planeta e com a vida.


Pesquisador cultural e empreendedor criativo. Criador do Cultura e Mercado e fundador do Cemec, é presidente do Instituto Pensarte. Autor dos livros O Poder da Cultura (Peirópolis, 2009) e Mercado Cultural (Escrituras, 2001), entre outros: www.brant.com.br

41Comentários

  • Rosa Rasuck, 25 de julho de 2010 @ 17:05 Reply

    Ótima provocação Leonardo!
    Seu artigo colocou de forma muito objetiva o que conhecia e praticava (de maneira intuitiva), pois só vim a me capacitar para a gestão depois de tê-la colocado em prática, provavelmente de maneira não adequada pois não fiz-me entender.
    Eu até considerei e propus a alguns grupos e artistas de teatro – ditos independentes – que a gestão, e por conseguinte, a função do gestor cultural, fôsse um custo. E que deveria ser considerado como custo mensal, para além dos projetos aprovados e captados.
    Você pode imaginar as alfinatadas que recebi, não é?
    Também não sei se esse seria um caminho, não tive oportunidade de efetivá-lo. Mas na minha, insanidade de neófita, pudesse dar certo, e provocar um comprometimento maior com os grupos, e artistas, no sentido da organização jurídica deles.
    Com sua experiência: isso faz algum sentido?
    Como lidar com esse reconhecimento da necessidade e efetivação de um trabalho, perante os setores culturais?

  • Luu Machado, 25 de julho de 2010 @ 17:19 Reply

    A incrível sensação de poder mudar o mundo… só isso já teria valido !!!
    Parabéns Leo

  • Celia Cipriano, 25 de julho de 2010 @ 15:59 Reply

    Aquele que busca conhecimento cresce, aquele que pensa que o investimento é despesa infelizmente não estão preparados para ficar a frente de nada.O que trabalha em cima de projeto aprovado sem planejamento das atividades, fica dificil. O texto chama atenção do novo Gestor Cultural no papel a ser exercido, o que resta saber é se os antigos estão dispostos a se atualizarem e modernizarem em suas funções sem medo de mudar. Continuar acreditando no que gosta de fazer e seguir em frente é de extrema importancia.

  • Elayne, 26 de julho de 2010 @ 8:20 Reply

    "meu futuro"…

  • Robson Silva, 26 de julho de 2010 @ 10:45 Reply

    Em Brasília há cursos para gestor cultural ou mesmo, palestras programadas pelo MinC ou empresas particulares?
    Sou esturante do 7º semestre de jornalismo e considero que esse assunto deveria fazer parte da grade ou melhor aprofundado, pois estamos diante de um mercado que vem se desenvolvendo como compreensão de um planeta sustentável.
    Também tenho larga experiência como agente cultural que já atuou e atua nas áreas de literatura, música, exposições, feiras, congressos, etc., mas confesso que a elaboração e produção de projetos e a compreensão burocrática dos trâmites da captação tem emperrado várias ótimas propostas.
    Sugiro ao MinC, se já não realizou, a formatação de cursos voltados especificamente para a formação de gestores culturais, inclusive com certificado que gabarite e referencie o profissional.

    • Melina, 26 de julho de 2010 @ 17:22 Reply

      Oi Robson. Em Brasília ainda não há uma graduação em gestão cultral, mas há pós-graduação. Eu estou fazendo uma especialização nessa área pelo Senac, recomedo. O Minc também está oferecendo um curso de capacitação para gestores culturais em parceria com a FGV. O curso corre várias cidades e estará por aqui no final do ano. acesse o link: sss://www5.fgv.br/fgvonline/minc/index.asp?idc=0….
      Sucesso!

  • Robson Silva, 26 de julho de 2010 @ 10:47 Reply

    Em Brasília há cursos para gestor cultural ou mesmo, palestras programadas pelo MinC ou empresas particulares?

  • Clorindo Valladares, 26 de julho de 2010 @ 11:59 Reply

    Agradeço-lhe por ter escrito este artigo que aumenta a minha autoestima e, no meu entender faz justiça a 25 anos de trabalho.
    Obrigado. Clorindo.

  • Teresa C. Fazolo F., 26 de julho de 2010 @ 18:10 Reply

    Instigante e oportuno seu artigo, Leonardo. Para quem tem interesse, há um Seminário Permanente no Estado do Rio para capacitação de gestores culturais. A edição deste ano já está com inscrições encerradas, mas no próximo ano tem outra. Vejam em : sss://www.comcultura.com.br/index_home.htm

  • Marilia Xavier Cury, 26 de julho de 2010 @ 18:58 Reply

    Gostei muito. Acredito e aposto nesse profissional crítico. Mas, fico aqui pensando com os meus botões, como formar esse profissional?

  • Liliana SS, 26 de julho de 2010 @ 17:23 Reply

    Olá, Leonardo!__Também gostei dessa visão sobre o gestor cultural. Concordo que a área está crescendo e se profissionalizando. Meu único receio é que, na prática, muitos gestores acabam se formando na própria experiência de gestão. Além disso, interesses vários (inclusive políticos) muitas vezes parecem prevalecer na escolha de gestores (por exemplo, nos municípios).__É isso. A batalha continua.__Abs, Liliana__

  • ricardo penachi de camargo, 26 de julho de 2010 @ 20:41 Reply

    Aqui em São Caetano do Sul/SP a Fundação das Artes, a Universidade de São Caetano do Sul juntaram forças, e através de pontos de cultura estão nestes próximos 3 meses oferecendo cursos, entre estes, o de Gestão… Excelente oportunidade… da qual estou me aproveitando. Lindo… Ótimo post!

    • Ana Paula, 26 de julho de 2010 @ 23:43 Reply

      Olá Ricardo!
      Vou dar aula neste curso e recomendo! Todos os colegas são feras e sem dúvida contribuiremos muito com esta lacuna do setor, que é a formação!

  • Mauro Maya, 27 de julho de 2010 @ 0:03 Reply

    Muito Bom Leonardo!!! Na verdade miro nessa questão e sua visão de produção cultural fica cada vez mais inquieta e provocativa. Tive o privilégio de recebê-lo aqui em Belo Horizonte com o projeto Cinearte Sarau naquele curso de gestão cultural.

    Parabéns

  • Marco Ferreira , 27 de julho de 2010 @ 2:11 Reply

    De poesia o mundo esta cheio de Lorcas.

  • Ana Paula, 27 de julho de 2010 @ 0:00 Reply

    Olá Leonardo!
    Nos conhecemos rapidamente tempos atras…coordeno (e leciono) o curos Gestão de Projetos Cênicos da SP Escola de Teatro e a experiência tem sido incrível!

    Como gestora , gostaria de acrescentar apenas mais uma característica que acredito merece ser salientada:

    – o gestor também deve ser paciente (e isso não quer dizer moroso, condescendente ou conformista), pois seu focos são os processos de troca simbólica, cujos resultados são visíveis e|ou mensuráveis apenas no longo prazo.

    No mais, estou absolutamente de acordo!

    Abs,

    Ana Paula Galvão
    Gestora Cultural | Gesta Cultura

  • Renato Bacani Ponton, 27 de julho de 2010 @ 9:02 Reply

    Oi Leonardo !!! Acredito na força do gestor cultural e no quanto é importante a profissionalização da área. Parabéns pelo texto, foi de grande importância para fazer uma reflexão sobre minhas atividades de trabalho como gestor cultural em empresa pública.

  • Pedro de Luna, 27 de julho de 2010 @ 9:06 Reply

    Fiz um MBA de 2 anos em Gestão Cultural aqui no Rio de Janeiro. Me venderam a ideia de que cada vez mais empresas estavam contratando gestores pros seus deptos de marketing – pois estes seriam mais preparados sobretudo para avaliar os patrocínios na área cultural – bem como na esfera pública. Pois bem, desde que me formei, não encontrei nenhuma empresa que procurasse gestor cultural e na secretaria de cultura de Niterói, a única gestora cultural é (não riam) justamente a dona do tal curso de MBA. Ou seja, nem mesmo a entidade onde ela trabalha possui gestores em seu quadro.

    Então, como disse o Marco aí em cima e a Liliana, ao invés de encher a bola de uma profissão em formação (como diz Maria Helena Cunha em seu livro), o que este site e a ABGC deveriam fazer é bater de porta em porta e mostrar pros RHs das empresas, pros gerentes de mktg e pros secretarios de cultura que o gestor é um ADMNISTRADOR, diferente do produtor cultural, e convencê-los de sua importância. Do contrário, a tal profissão será apenas um termo da moda para vender cursos e palestras, um caça-níquel enfim.

  • Orlando Moreno, 27 de julho de 2010 @ 13:42 Reply

    Futuro? Como? Se nossas instituições políticas ainda estão em fase "pré" revolução industrial . E o que dizer então do sistema jurídico, onde uma ação no INPI de propriedade intelectual ou industrial chega a levar 10 anos no mínimo para ser resolvida , sem contar com a subserviência do Ministério da Cultura ao capital e aos ímpetos dos pseudos produtores de plantão instalados nessas empresas para servir os amigos do rei.
    Ora isso é rede ? Futuro? Acho que não precisamos de Gestores e sim Progenitores de uma nova ordem que basicamente postulem ética , honestidade e excelência qualitativa em detrimento ao jogo de influência, servidão ao capital e descompromisso com a arte
    Só assim não veremos tanta propaganda institucional com dinheiro público e com apoio do próprio Ministério.

  • paulo tedesco, 27 de julho de 2010 @ 17:55 Reply

    Grande surpresa! Pensamos na mesma direção. Realmente, o novo mundo cultural que se descortina tem um potencial revolucionário que sacudirá, e já sacode, setores acostumados a ganhar dinheiro, ou perder, sem grandes esforços. Aliás, artista perder esforços e dinheiro no Brasil parece regra, fazem cada coisa! Da minha parte, decretei como front de luta o mercado editorial-livreiro-autoral e construí minha trincheira na Oficina do Livro. Convido ao nobre Leonardo e a todos a visitar essa experiência http://www.oficinadolivro.net.br que vem andando a passos largos (para desespero das editoras tradicionais).

  • Mácleim, 27 de julho de 2010 @ 17:55 Reply

    É, utopicamente, tudo muito lindo, tudo muito brasiliamente anil… Mas, se minha vó fosse uma bicicleta…

    Abraços e, no +, MÚSICAEMSUAVIDA!!!

  • IsaLorena , 27 de julho de 2010 @ 21:49 Reply

    Bom texto, bom site. Excelentes provocações.

  • Mariah, 27 de julho de 2010 @ 23:09 Reply

    Parabéns pelo artigo Leonardo! De fato é a profissão do futuro e digo mais, que o produtor cultural tem uma responsabilidade a mais, a de integrar todas as esferas sociais de forma inteligente e articulda, e formar pessoas mais críticas sobre o que vem a ser realmente cultura. Essa última é a minha maior, pois tenho visto por aí muitos profissionais que atuam no mercado a muito tempo sem a menor preocupação em pesquisar e conhecer seu objeto de trabalho, podendo, por despreparo, frustar e fragmentar a formação do cidadão. A prática é muito importante, mas acredito que uma base teórica sobre o assunto é eficaz e surte mais efeito.

  • Lucas Mortimer, 28 de julho de 2010 @ 3:04 Reply

    Ótimo texto Leonardo! Me identifiquei muito com a descrição da profissão e acredito estar trabalhando para me tornar um !

    Gostaria de dar minha opinião sobre uma pergunta feita em um comentário acima. Acho que não existe, e talvez não existirá, curso superior para formar um profissional como descrito por você. Acho que a internet e a prática empírica fornecem muito mais conhecimento pra essa profissão extremamente mutante, do que qualquer curso superior. Estou atuando na área cultural há pouco mais de dois anos e a maioria do que aprendi foi por meio de conversas, pesquisas, leituras e o mais importante de todos, botar a mão na massa. Não conseguiria aprender tudo que aprendi se não tivesse corrido atrás.

    Abraços!

  • Edimilson Macedo, 28 de julho de 2010 @ 8:45 Reply

    Maravilhoso texto! Entendo que é preciso também valorizar o gestor cultural local e dar oportunidade a ele de atuar nos equipamentos públicos culturais do seu bairro, da sua cidade, o que nem sempre acontece…

  • Tiago Menegaz, 28 de julho de 2010 @ 10:08 Reply

    É justamente por conta da dicotomia entre a linguagem dos negócios e a forma de fazer arte que o mercado está tão dependente de recursos oriundos de editais e leis de incentivo. Quando sairemos da mesmice? Com as máximas vênias permitam discordar do Ponto de vista do Sr. Leonardo Brant. Não vou entrar no mérito, apenas quero recomendar a leitura de alguns assuntos esclarecedores sobre Gestão: Teoria da Contingência (Administração); Análise por Ponto de Função (TI), Sistemas Adaptativos Complexos (Biologia) e A Crítica da Razão Indolente de Boaventura de Souza Santos. Evidentemente existem inúmeros outros assuntos. Entendo que apenas com a quebra do paradigma dominante na gestão (divisão por níveis hierárquicos, fonte única de recursos, cadeia produtiva linear etc.), é possível construir o Gestor do Futuro em uma Gestão Futura e este processo já está em curso. Analisem melhor o mercado de seus negócios e encontrarão a capacidade produtiva ociosa, negócio dependente de recursos e um gestor, no mínimo, padrão. Sugiro que o Gestor busque maneiras de tornar seu Negócio Contingencial e de fato independente.

  • Cleide, 28 de julho de 2010 @ 20:45 Reply

    Necessito de maiores informações:
    O curso Gestao Cultural vai acontecer em São paulo é um curso Lato Senso, uma pós graduação ou…?

    Agradeço se me enviar o retorno.

    Abçs Designer Kleide Bernardo – Bauru-SP

  • sonia ferraz, 29 de julho de 2010 @ 9:03 Reply

    As transformações provocadas pelas TIs estão provocando uma mudança de hábitos e uma nova sociedade planetária.
    No ambiente digital somos um única nação, onde o conceito de território não mais existe, razão pela qual a Internacionalização das questões ligadas aos Direitos Patrimoniais do autor merecem uma profunda reflexão, para que toda sociedade digital planetária possa interagir, colaborar com as novas tendência cultruais que a cada dia multiplicam no ambiente digigal através de blogs, galerias de arte , Web e outros.
    A necessidade do GESTOR CULTURAL DIGITAL será imprescindível para lidar com as questões Internacionais envolvendo CULTURA.
    sonia Ferraz advogada rio de janeiro
    [email protected]

  • Carlota Cafiero, 4 de agosto de 2010 @ 23:20 Reply

    Olá! Gostaria de convidar a todos os gestores culturais ou pretensos gestores culturais a conhecer a atual produção ibero-americana de teatro no Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, que vai de 2 a 11 de setembro, e a visitar o blog a partir do dia 05/08, no http://www.sescsp.org.br/mirada, com posts diários sobre os preparativos deste festival que nasce grande, com realização do Sesc-SP, apoio da Prefeitura de Santos e do Ministério da Cultura da cidade de Buenos Aires.

  • Angie, 7 de novembro de 2010 @ 10:35 Reply

    “Os Nove de Ouro”

    Ha tempo acompanho este incrivel site, culturaemercado, talvez possam dar uma opiniao.

    Tenho um amigo que eh um gestor como nunca vi.

    Mas, ficou inutilizado por problemas psicologicos e familiares.

    Agora, parece ter se curado; me enviou esse link que foi a solucao de tudo.

    O que voces acham disso? “Os Nove de Ouro”

    sss://www.terapiavirtualterapeutavirtual.blogspo…
    eh do grupo: [email protected]

    Ficamos curiosos pq ele esteve ate na europa se tratando, antes disso.

  • Angie, 26 de novembro de 2010 @ 21:44 Reply

    Terapia Virtual nao é uma coisa nova como eu pensei.

    Pesquisei muito. Ja tinha saido ate no jornal da globo; veja a reportagem sss://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2010/09/c…

    dai resolvi fazer minha inscricao no Nove de Ouro mesmo. Agora, espero ser feliz e responder qndo alguem perguntar alguma coisa.
    obrigada a todos. ninguem d´aqui me respondeu :(

  • Ruth Mezeck, 19 de janeiro de 2011 @ 16:46 Reply

    Leonardo, esse teu texto foi um toque importantíssimo para mim. Sou atriz e das antigas e não entendia nada de elaboração de projetos, leis fiscais, etc. até precisar no ano passado planejar a montagem de um texto de Samuel Beckett e concorrer aos editais de patrocinio de montagem. Para isso, fiz um curso de Leis de Incentivo, Captação de Recursos, e outro de Elaboração de Projetos (todos caríssimos) numa conceituada empresa, e parecia tudo mais ou menos fácil de encarar até partir para a prática. Cometí erros os mais primários na elaboração da Lei Rouanet, editais, ICMS, etc. Conlusão vou repetir toda a tramitação nesse ano de 2011. Aprendí na prática, que nem sempre uma ficha técnica com profissionais competentes e de reconhecido mérito são suficientes para conseguir patrocínio e que tais. Espero ter aprendido um pouco com os meus erros e vamos ver no que dá. Parabens pelo teu texto.

  • Marino, 18 de março de 2011 @ 16:39 Reply

    Leonardo,

    Parabéns pelo material. Estou em Milão onde curso Gestão do Espetáculo na SDA BOCCONI. Tenho publicado muito material em meu blog a Coluna Lombarda. Gostaria que desse uma olhada para que pudéssemos trocar uma figurinhas.

    Abraços

    Marino Galvão Jr
    colunalombarda.blogspot.com

  • Malu Aires, 13 de maio de 2011 @ 21:18 Reply

    Leonardo,
    oportuna a questão. Inteligente a alfinetada.
    Mas meu caro, é claro que a incapacidade intelectual do setor atual não compreenderia a inteligente ironia. Vão usar seu post para criarem mais e mais robôs no setor cultural incapazes de compreenderem até uma postagem como essa.

  • Dayse Cunha, 21 de junho de 2011 @ 3:26 Reply

    ë né, quanto ao q faltar – a gent inventa…

  • cleverson, 13 de julho de 2011 @ 14:20 Reply

    Parabéns! não carece nem de ser regulamentada, pois é muito fundamentada e torna-se, a passos largos, uma grande concentração de poder…

  • danielle, 22 de julho de 2011 @ 20:09 Reply

    nossa, leonardo, parabens! é uma inquietacao constante, agora eu sei pq eu tenho essa sede mas n sabia exatamento do que era, é de cultura!obrigada mesmo! me encontrei na sua materia. fantastica! parabens mesmo!

  • Michele Barcelos, 20 de outubro de 2011 @ 14:38 Reply

    Colegas,

    Na Universidade do Vale do Rio dos Sinos(UNISINOS)em São Leopoldo RS, grande Porto Alegre existe uma Graduação em Gestão Cultural. Estou no último ano do curso e recomendo.

  • Geraldo Edimar, 18 de maio de 2012 @ 11:01 Reply

    Olá! Preciso de um profissional desses para alavancar as vendas dos meus romances mineiros. Bem que eu gostaria de ser um profissional cultural mas quando olho as águas do São Francisco dou uma preguiça e aí vou pescar.Quem sabe pescando não tenho uma grande idéia e o mercado aceita? Você quer saber… Vou curtir mais a cultura do que promovê-la.
    Abraços.

  • Marcelo S. Lole, 5 de junho de 2012 @ 13:52 Reply

    Atual, claro e realista. Uma observação rica e recheada de significados e informações a serem estudadas e aprofundadas.

  • Marcelo Plácido, 6 de agosto de 2012 @ 20:18 Reply

    Sou do Vale do Ribeira, litoral sul de SP, sou professor de arte e agitador cultural nas horas vagas, ou seria voluntário da cultura n sei… enfim sei qe aqui está precisando de um curso nessa área, quem quiser tem q ir pra São Paulo, tem com certeza muita gente interessada, quem souber de alguma maneira me da um toque.

    Abraço
    Marcelo Plácido

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