Gravuras são roubadas no Rio
A Interpol localizou na Argentina imagens que foram retiradas de livros raros do acervo da Fundação Oswaldo Cruz.
Pelo menos cinco gravuras foram roubadas de obras raras dos séculos 17 e 18 de uma das bibliotecas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Agentes da Interpol encontraram as imagens à venda em uma livraria na Argentina. Eles identificaram o carimbo da Fiocruz nas gravuras.
A direção da Fundação Oswaldo Cruz declarou que está fazendo um “rigoroso inventário” das obras raras para identificar se faltam outras gravuras.
O furto foi descoberto através de técnicos do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) avisados pela Interpol. “O roubo foi trabalho de profissionais, porque é muito difícil percebê-lo. Não levaram o livro inteiro, mas gravuras do interior de alguns livros. Fazer o inventário é difícil, porque temos de folhear cada obra página por página”, disse a diretora do Centro de Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz, Ilma Noronha em entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo.
A Polícia Federal investiga se o furto foi realizado pela mesma quadrilha que levou gravuras de Debret do Arquivo Geral da Cidade do Rio no ano passado. Na ocasião foram levadas 87 pranchas de gravuras do artista, além de uma coleção de estudos do pintor Lúcio de Albuquerque.