Maior grupo editorial francês processa empresa americana que vem digitalizando trechos de livros de editoras européias
A editora francesa La Martinière anunciou esta semana que entrou na Justiça contra o Google, que começou a digitalizar arquivos de grandes editoras européias.
A empresa (maior grupo editorial francês) apresentou em Paris uma ação por “cópia e violação do direito de propriedade intelectual”, tendo como alvos a filial francesa do Google (Google France) e a empresa sede, Google Inc., dos Estados Unidos.
A La Martiniere defende os interesses de três editoras: Le Seuil, na França; Delachaux et Niestlé; na Suíça; e Abrams, nos Estados Unidos.
O Google deu início em 2005 a um polêmico projeto de digitalização de milhões de livros para criar uma grande biblioteca virtual. Desde então, trechos de muitos livros de grandes editoras podem ser consultados em várias páginas da internet, como a francesa Google Livres.
O Sindicato Nacional de Editores francês, que reúne 400 empresas do ramo, denunciou em várias ocasiões a digitalização em massa dos arquivos das editoras francesas e se declarou disposto a levar o Google à Justiça. A empresa de buscas afirma que se as editoras não desejam colocar seus livros na base de dados, basta se manifestarem e os mesmos serão retirados das listas.