Hollywood perde público e astros para televisão

Após o choque da queda no número de ingressos de cinema vendidos ano passado nos EUA — 1,28 bilhão, o menor desde 1995 —, vários grupos da indústria hollywoodiana, entre eles a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que entrega os Oscars, e o American Film Institute, que apoia o cinema americano, estão desenvolvendo campanhas públicas para convencer as pessoas de que os filmes ainda têm importância. A informação é do jornal O Globo.

Após seis semanas em cartaz, o elogiado longa-metragem de Paul Thomas Anderson, “The master”, foi visto por cerca de 1,9 milhão de espectadores. Uma audiência bem menor que a de um único episódio de “Mad Men” ou “The Walking Dead”. “Argo”, outro favorito ao Oscar’, foi visto por cerca de 7,6 milhões de pessoas no fim de semana. Se o interesse se mantiver, ele pode empatar com uma noite de audiência de “Glee”.

George Stevens Jr, fundador do American Film Institute, expressou a preocupação de que o incentivo ao uso de celulares e tablets esteja diminuindo o espírito dos filmes.

Entre outros fatores estão a barreira do preço dos filmes quando estão no cinema. Na televisão, são gratuitos depois que a mensalidade da TV a cabo está paga. E desde “Sopranos”, as séries de TV aprenderam a se sofisticar para manter espectadores interessados no desenvolvimento mais longo de personagens, enquanto filmes conseguem isso apenas em franquias de fantasia, como “Crepúsculo”.

Além disso, o colapso na receita do aluguel de vídeo, causado em parte pela pirataria, fez os salários na indústria caírem. Enquanto isso, a televisão aumentou o pagamento, atraindo estrelas do cinema como Al Pacino, Dustin Hoffman, Laura Linney, Claire Danes e Sigourney Weaver.

Clique aqui para ler a matéria completa.

*Com informações do site do jornal O Globo

Acessar o conteúdo