Inauguração da Casa das Rosas fica para 2004

Governo de SP anuncia que o espaço será dedicado à leitura e terá biblioteca física e virtual, livraria, café literário e cursos; os recursos ainda não foram captados integralmentewww.culturaemercado.com.br
06/11/2003

A Secretaria de Estado da Cultura e o Instituto Takano oficializaram ontem (da 5) a parceria que resultará na reabertura da Casa das Rosas em janeiro de 2004. Redesenhado para ser um centro de divulgação e incentivo à leitura e à linguagem escrita, o novo espaço vai homenagear um dos grandes nomes da literatura nacional e passa a ser chamado de Casa das Rosas ? Centro de Leitura Haroldo de Campos.

A Casa está fechada desde fevereiro deste ano, quando a Secretaria suspendeu toda a programação artística para dar lugar a um espaço que se integrasse ao programa São Paulo: Um Estado de Leitores, principal prioridade do Governo do Estado na área cultural. A previsão era de que o Centro fosse inaugurado em abril de 2003, mas a reforma do prédio, tombado, precisou de autorização do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico) e acabou se atrasando.

Como será
O projeto da Secretaria prevê um espaço bem mais dinâmico que uma biblioteca convencional. Haverá uma biblioteca circulante com 8 mil livros, uma biblioteca virtual com acesso à internet e a todos os acervos disponíveis nas bibliotecas do Estado de São Paulo, uma livraria, um espaço dedicado a exposições e três auditórios para palestras e seminários. A Casa deverá ter, ainda, um café literário que poderá ser usado para lançamentos de novos títulos e discussões com autores, críticos e demais especialistas no assunto.

O novo Centro de Leitura deve ter também uma programação variável de cursos, palestras de autores, seminários, saraus, além de oficinas que abrangerão temas como ?contador de história?, ?restauro de livros?, produção escrita (incluindo literatura de ficção e não ficção), produção de textos para teatro, cinema, imprensa, publicidade, televisão. A idéia da secretária de Cultura é ?transformar o espaço em um lugar onde a leitura e a linguagem escrita se manifestem de forma plural?.

O projeto completo, incluindo reforma, adaptação e programação ficou, segundo a Secretaria, em R$ 1,8 milhão, dinheiro que ainda não foi captado integralmente. A tarefa de obter os recursos necessários para a reabertura e funcionamento do espaço ficará sob responsabilidade do Instituto Takano, que busca parceiros para a conclusão do projeto.

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