Incentivando a música - Cultura e Mercado

Incentivando a música

O programa Natura Musical está com inscrições abertas e aporta em 2014 com novidades. Para esta edição, dois novos editais nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul somam-se ao edital nacional e aos regionais já constituídos em Minas Gerais, Bahia e Pará. O edital nacional teve inscrições prorrogadas até o dia 23 de maio.

Juntos, eles vão destinar R$ 6,4 milhões para projetos de diferentes formatos, em acordo com as leis Rouanet e do Audiovisual, em nível nacional, e a Lei do ICMS nos Estados. O programa abre também uma nova modalidade de patrocínio dedicada à difusão da música brasileira por meio de conteúdos e novos formatos para o ambiente digital.

Com um investimento acumulado de R$ 88,9 milhões ao longo dos nove anos de atuação, o Natura Musical tem no currículo mais de 200 projetos patrocinados, cerca de mil shows, 77 CDs, 17 DVDs, 16 livros e quatro filmes. No campo da difusão, realiza ainda o Festival Natura Musical, com shows gratuitos em espaços públicos e line-up exclusivamente nacional.

Em entrevista exclusiva ao Cultura e Mercado, Fernanda Paiva, Gerente de Apoios e Patrocínios da Natura, fala das novidades, dos reflexos do programa para a marca e dá alguns números que demonstram a grande proporção que ganhou a proposta: mais de 100 mil pessoas atingidas diretamente por ano; 50 mil impactados por meio do Festival Natura Musical; e mais de um milhão de seguidores por meio das redes sociais oficiais.

Cultura e Mercado – Quais foram os critérios adotados para se colocar os novos editais regionais para São Paulo e Rio Grande do Sul?
Fernanda Paiva – A abertura de editais acontece a partir da disponibilidade de recursos incentivados por meio de leis de incentivo estaduais e da avaliação da cena local. São Paulo é o principal centro de produção musical no país. Com a inauguração do centro de distribuição da Natura em São Paulo, em 2013, tivemos a oportunidade de viabilizar o investimento do programa por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. No Sul, também identificamos oportunidade de incentivo ao mesmo tempo em que buscamos novas formas de garantir a representatividade da produção do sul do país na cesta de projetos do Natura Musical.

CeM – Como se verificou a necessidade de inclusão da nova categoria dedicada a projetos de difusão?
FP – Desde a criação do programa, em 2005, temos a preocupação em avaliar as tendências do mercado musical e acompanhar as mudanças na cadeia de produção, acesso e consumo de música. Criamos essa nova categoria para aprofundar nossa atuação do mercado de música online, que cresceu cerca de 22% em 2013, segundo a pesquisa da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD). Abrimos essa categoria para avaliar projetos de produção de conteúdo qualificado e novas plataformas, como podcasts, clipes, programas web, programas para TV, aplicativos, blogs, etc.

CeM – Como o programa ampliou a visibilidade da Natura? Quais foram os maiores ativos para a marca?
FP – O Natura Musical é hoje o principal programa de patrocínio da Natura. Acreditamos muito no potencial de conexão da marca com as pessoas por meio desse veículo universal que é a música. Proporcionar essa experiência sensorial, sinestésica com o público e demonstrar o compromisso da marca com a valorização da cultura brasileira são dois principais ativos do programa. Esse compromisso da Natura com a música brasileira nos permite atuar em vários segmentos: apoiando artistas consagrados, fomentando novos talentos e patrocinando iniciativas de formação e legado. Hoje, o Natura Musical atinge diretamente mais de 100 mil pessoas por ano por meio dos projetos patrocinados e 50 mil pessoas exclusivamente por meio do Festival Natura Musical. O programa também representa um dos principais clippings da companhia e uma audiência importante no ambiente online, onde conecta mais de um milhão de seguidores por meio das redes sociais oficiais.

CeM – Qual é a porcentagem de investimento privado e investimento público usada no edital? Esses números têm variado no decorrer dos anos?
FP – Considerando os valores investidos até 2013, publicados no nosso relatório anual, já investimos R$ 88,9 milhões, sendo 59% em recursos próprios e 41% em recursos incentivados. Nos últimos anos, o volume disponibilizado pela Natura para patrocínio aumentou e a proporção  de uso de recurso incentivado também cresceu por conta da abertura dos editais regionais.

CeM – Quais foram os maiores gols do programa em relação aos discos e produtos financiados?
FP  – Da história recente do Natura Musical, nos últimos dois anos, os projetos patrocinados pelo programa representaram de 20% a 30% dos produtos culturais indicados nas listas de melhores do ano dos principais veículos especializados. Podemos citar os discos “Tudo Tanto”, de Tulipa Ruiz; “Feito pra Acabar”, de Marcelo Jeneci; “Se apaixone pela loucura do seu amor”, de Felipe Cordeiro; “Disco”, do Arnaldo Antunes; “Mundo de Pixinguinha”, do Hamilton de Holanda; “Atento aos Sinais”, de Ney Matogrosso; entre outros.

*Atualizado em 16/5

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