Reportagens dos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo revelaram que o Inhotim, espaço cultural localizado em Brumadinho (MG), está sendo alvo de uma disputa judicial e de denúncias na internet, ambas envolvendo os jardins da instituição.
Segundo matéria do Estadão da última quarta-feira (1/8), uma decisão da 20ª Vara Cível de São Paulo, de 24 de outubro, condenou o Instituto Inhotim a dar o crédito de 250 mil m² de seu projeto paisagístico para o arquiteto Luiz Carlos Brasil Orsini.
A coordenadora de imprensa de Inhotim, Isabela Marschner, afirmou que o paisagismo do espaço tem uma “assinatura institucional”, que conta “com a colaboração de uma equipe composta por cerca de duas centenas de pessoas como curadores botânicos, biólogos, engenheiros agrônomos, paisagistas e jardineiros, sem falar ainda em trabalhadores que já deixaram a instituição e também contribuíram com essa obra, um feito coletivo e mutável (…)”. O Instituto também terá que pagar uma multa de R$ 50 mil por danos morais a Orsini.
Nesta segunda-feira (6/8), o jornal Folha de S. Paulo informou também que um e-mail enviado por Eduardo Gomes Gonçalves, professor do departamento de Botânica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e ex-funcionário do espaço, afirmava que Bernardo Paz (proprietário de Inhotim) “costumava comprar plantas retiradas da natureza sem autorização, em grandes quantidades”.
Em nota, a instituição alegou que “todas as coletas realizadas pelo Inhotim foram feitas a partir de licenças ambientais concedidas pelo Ministério do Meio Ambiente”. O comunicado também afirma que as denúncias contidas no e-mail foram investigadas por autoridades ambientais que atestaram a legalidade das ações.
Para conferir a íntegra da matéria da Folha, clique aqui. O texto do Estadão está disponível aqui.
*Com informações dos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo