Em entrevista ao site Findings, o jornalista Clive Thompson – colaborador da conceituada revista de tecnologia Wired e da New York Times Magazine – afirmou que vê um futuro em que os livros vão se tornar uma mídia cada vez mais social, com comentários e conversas girando em torno das histórias.
Segundo Thompson, mesmo em formato analógico, o ato de gerar anotações e aforismos sobre os livros que você lê, faz você lembrar melhor daquilo que leu – isso seria resultado de um efeito chamado “generation effect“, que diz que quando geramos algo sobre um assunto, fica mais fácil relembrá-lo.
Para Thompson, as redes sociais estão fazendo isso, pois as pessoas estão comentando mais sobre as leituras, compartilhando e trocando seus pensamentos sobre as obras. Ele afirma que todas as mídias formais que migraram para a internet se beneficiaram da conversação da rede.
“Chegamos a um ponto em que a coisa mais interessante que você pode encontrar na internet são os diálogos nos comentários de um blog depois que alguém postou o trecho de alguma reportagem. Se já acontece com os jornais, tem que acontecer com os livros”, defende.
Na opinião de Thompson, com os livros os diálogos serão muito melhores, porque as pessoas refletem muito sobre as obras que leem e são mais sérias em relação ao seu conteúdo do que a uma notícia de jornal, por exemplo.
Nessa dinâmica, as ferramentas eletrônicas de leitura terão um papel fundamental, já que possibilitarão o acesso simultâneo ao livro e à rede. Por isso, Thompson acredita que o formato analógico vai permanecer, mas se tornar “estranho”. “É um princípio básico da economia: se você arranja uma maneira mais fácil de fazer algo, mais pessoas irão fazer dessa maneira”, afirmou.
A entrevista do jornalista faz parte de uma série, promovida pelo site Findings, sobre o futuro dos livros, chamada “How wil we read” (Como iremos ler). Para ler a entrevista na íntegra, em inglês, clique aqui.
*Com informações do site Mídias Sociais