O desembarque da Netflix no Brasil nesta segunda-feira (5/9) levou os concorrentes locais a destacarem seus principais diferenciais em relação ao serviço norte-americano.
Em entrevista ao Teletime News, o CEO da Netmovies, Daniel Topel, disse que o mercado deve ficar dividido entre as duas prestadoras em breve, deixando os demais concorrentes muito para trás. “Além do preço mais competitivo, temos o serviço de entrega de DVDs e Blu-rays”. Ele contou ainda que a Netmovies expandiu recentemente a geográfica de atuação do serviço de distribuição física.
Na Netflix, os conteúdos são licenciados nos EUA, e a empresa deve manter no Brasil apenas equipes de suporte aos assinantes e cobrança. Não foram apontados executivos no país. Conteúdos locais, apenas algumas novelas da Bandeirantes. Mas segundo o Tela Viva News, o CEO, Reed Hastings, disse que pretende com o tempo não apenas agregar conteúdos brasileiros à plataforma, mas também levá-los à base global de assinantes do serviço.
Perguntado se a falta de presença local não o deixava em desvantagem aos competidores já instalados aqui, Hastings disse que a expertise global da empresa compensará seu desconhecimento do mercado local. “Podemos fazer coisas que os locais não podem, como negociar os conteúdos globalmente, bem como as parcerias com os fabricantes de devices”, disse.
Topel admite que atualmente o acervo online oferecido pela Netflix é mais completo. “Em dois ou três meses vamos estar parelhos nos acervos online”, destaca.
A Netmovies cobra atualmente R$9,90 pelo serviço online e R$ 15,90 pelo serviço online somado ao serviço de distribuição física (com um DVD por vez). Neste segundo plano, o assinante tem acesso aos filmes de catálogo disponíveis online, além de lançamentos, com distribuição física.
Já o Terra anunciou que dá início neste mês, a partir da Colômbia, à expansão da sua locadora online, Terra TV Video Store, na América Latina. Com a loja virtual, a empresa coloca à disposição dos internautas colombianos um catálogo de conteúdos premium para serem consumidos quando e onde quiser, através de mensalidade mensal ou pela negociação avulsa de títulos.
A expectativa é de que, até o final do ano, a locadora online esteja disponível em todos os países onde o Terra atua, com títulos dos principais estúdios de cinema e sucessos de bilheteria, inclusive produções locais e títulos que normalmente só são vistos em festivais ou mostras.
Segundo o diretor de produtos de mídia do Terra para América Latina e Estados Unidos, Pedro Rolla, o portal vem investindo para ampliar seu acervo com títulos das majors. Atualmente, conta apenas com conteúdos da Fox em seu serviço gratuito. “Queremos ter todos os estúdios e também no modelo por assinatura e no modelo transacional”, diz o executivo, destacando que já estão negociados direitos com Disney e Warner. Além disso, o portal vem negociando a inclusão de conteúdos locais.
Atualmente, as receitas com o serviço de locadora virtual estão divididos em: 60% em assinaturas, 30% em locações e 10% em aquisições de títulos. O serviço de vídeo do Terra está disponível em smart TVs da LG. Em breve, deve ser anunciado o serviço em outras plataformas, na medida em que se tornem compatíveis com o DRM da Microsoft.
*Com informações do Tela Viva News e do Teletime News