Marta Porto defende "discussão humana" na Rio +20 - Cultura e Mercado

Marta Porto defende “discussão humana” na Rio +20

A ensaísta e consultora Marta Porto cedeu entrevista ao caderno Razão Social do jornal O Globo desta terça-feira (8/5) e falou sobre o papel da cultura num sentindo amplo, no desenvolvimento do Brasil e a importância de uma “discussão humana” na  Rio +20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reunirá autoridades de todo mundo para debater o tema, de 20 a 22 de junho.

“Acho que é um momento importante, vejo com bons olhos porque virão vários chefes de estado para discutir formas melhores de relação com o meio ambiente. Mas os temas que a Rio+20 relaciona não tratam do fundamental, que é como se humaniza o processo de desenvolvimento, entendendo as várias formas distintas de acumulação de riquezas, de uso de território, de relação com a própria vida”, afirmou.

Marta também falou sobre o esforço dos governos em tentar tirar crianças da rua através da arte. “A arte não tem que ter esta função […]. A arte, essencialmente, tem a função de despertar no sujeito uma sensibilidade em relação a si mesmo ou ao outro”, comentou.

Para ela, essa discussão antecede o financiamento. “Na minha experiência breve pelo Ministério da Cultura eu caminhei por 23 estados. Eram debates que às vezes duravam cinco, seis horas, com mais de mil pessoas que só queriam discutir uma coisa: dinheiro, edital. Isso é legítimo, mas será que não pode ser mais que isso?” afirmou. “Temos dinheiro, somos a sexta economia do mundo. Mas o problema é outro”.

*Com informações do jornal O Globo

Acessar o conteúdo