Mercado de livros digitais é tema de pesquisa na França e na Alemanha

A indústria editorial alemã aumentou de forma significativa o volume de investimentos e aquisições de empresas em 2011, refletindo especialmente uma transição dos investimentos para modelos de negócios digitais. Foram 225 transações, 10% mais do que em 2010, de acordo com o estudo feito pela consultoria Bartholomäus & Cie.

O estudo indicou que os jornais diários investiram 1,6 bilhões de euros e o mercado de livros, 780 milhões de euros ao todo. Desse valor, cerca de um terço das transações (36%) destinaram-se a negócios digitais.

Enquanto isso, na França, o jornalista Hubert Guillaud, do Le Monde, fez em seu blog uma enquete para mostrar como os franceses utilizam os leitores eletrônicos. A pesquisa revelou que 60% das 518 pessoas que responderam as perguntas são usuárias assíduas de e-readers, ao declarar que têm um dispositivo de leitura há pelo menos seis meses e há até dois anos, e que o acessam muitas vezes ao dia ou todos os dias.

De acordo com as respostas, a maioria dos usuários franceses de e-readers baixa conteúdo gratuitamente na internet. Somente 5% responderam que compraram de 90 a 100% dos conteúdos presentes em seus leitores eletrônicos.

Segundo Guillaud, o sentimento geral presente na enquete mostra que os usuários de e-readers também leem livros físicos e que não percebem diferenças notáveis entre os dois tipos de leitura. Entretanto, a fluidez de leitura dos aparelhos não é satisfatória, sendo este o ponto negativo apontado pelos internautas.

*Com informações do Publishnews

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