O Ministério da Cultura, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Nacional do Cinema (Ancine), lançou nesta quinta-feira (31/1), uma nova linha de crédito voltada para a digitalização das salas de cinemaadministradas por empresas brasileiras, no valor de R$ 140 milhões. Em ação complementar, um apoio não-reembolsável de até R$ 6 milhões será destinado à digitalização das salas de pequenos grupos exibidores.
A meta é digitalizar 1.400 salas em um prazo de 18 meses, segundo o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel. O BNDES será o agente financeiro responsável pelo enquadramento, análise e aprovação das propostas.
“A digitalização reduz os custos de copiagem e transporte e modifica a economia do cinema […] Além disso, a tecnologia 3D gerou na prática um novo circuito de exibição, e o filme brasileiro também precisa disputar seu espaço nesse mercado”, explicou Rangel. “Por outro lado, como em breve não haverá mais distribuição regular de filmes em 35 milímetros, os custos elevados da modernização podem representar uma ameaça à própria sobrevivência do negócio, para muitos exibidores. Daí a importância de um modelo de financiamento que tem como diretrizes a idéia de que nenhuma sala de cinema pode fechar em função da transição tecnológica e a convicção de que o fortalecimento do mercado interno de cinema deve ser a alavanca para a indústria e sua inserção internacional.”
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*Com informações da Agência Brasil