Museus querem diversificar fontes de recursos

Terminou neste domingo (19/5), a 11ª edição da Semana Nacional dos Museus, programação que reúne atividades em mais de 1.200 instituições do país. O evento acontece em um período fértil para as grandes entidades museológicas do Brasil, que vêm ganhando destaque.

Foto: digital catPara se ter uma ideia do momento que vive o setor, no início deste mês, uma comitiva brasileira partiu rumo à Inglaterra num circuito que incluía encontros com representantes de diversos museus britânicos, entre eles os gigantes Victoria & Albert e British Museum. Gestores de 13 instituições brasileiras, entre elas a Pinacoteca de São Paulo, o Instituto Inhotim e o Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio, passaram por três cidades inglesas à convite do British Council.

Na pauta, troca de experiências e importação de exposições. O Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP) voltou com um acordo para trazer ao país a mostra sobre a carreira do cantor David Bowie. O Museu do Futebol firmou parceria de intercâmbio com o National Football Museum, em Manchester.

O interesse dos museus britânicos em estreitar laços com as instituições brasileiras coincide com o furor que os espaços estão ganhando no investimento público e privado. Em 2012, o Brasil teve duas mostras entre as mais vistas do mundo, segundo a publicação britânica “The Art Newspaper”.

Recentemente, a cidade do Rio de Janeiro inaugurou o Museu de Arte do Rio (MAR) e deve abrir mais dois equipamentos nos próximos anos – o Museu do Amanhã e o novo Museu da Imagem e do Som. A superexposição faz especialistas questionarem se “a ênfase em números está em sintonia com as reais funções de um museu e se a frequência numerosa resulta em público fiel ou reflete o bom trabalho de uma instituição”, como indagou matéria do jornal Valor Econômico.

Os ingressos vendidos pelo Museus de Arte de São Paulo, por exemplo, que recebeu em 2012 mais de 845 mil visitantes, representa pouco no orçamento anual da entidade, segundo o curador Teixeira Coelho.

É por isso que as instituições museológicas estão à procura de diversificar as fontes de recursos. Para a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o modelo de gestão, feito por uma OS (Organização Social), é uma saída. ‘”Estruturamos todos os departamentos do museu e as atividades foram transformadas em projetos, buscando otimizar recursos e resultados. Realizamos parcerias com empresas que entendem o valor da cultura e nos apoiam em diversas frentes. O sistema de OS ainda dá transparência na gestão do dinheiro público”, defendeu o diretor técnico da Pinacoteca, Ivo Mesquita, em entrevista ao Valor.

“O Brasil, mesmo com as OSs, ainda não conseguiu encontrar novas figuras jurídicas que permitam a gestão compartilhada pelo poder público e pelo setor privado”,  afirmou Teixeira Coelho. Para Luiz Fernando de Almeida, diretor do MAR, reconfigurar os museus federais deve ser uma prioridade do novo presidente do Ibram. “Os altos índices de visitação mostram que existe demanda da sociedade de consumo cultural qualificado.’

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*Com informações dos jornais O Globo e Valor Econômico

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