Em matéria publicada na edição do último domingo, 11 de março, o jornal americano The New York Times elogia o ministro da Cultura, Gilberto Gil, e seu esforço para flexibilizar direitos autorais.
Em matéria publicada na edição do último domingo, 11 de março, o jornal americano The New York Times elogia o ministro da Cultura, Gilberto Gil, e seu esforço para flexibilizar direitos autorais.
A matéria, intitulada Gil ouve o futuro, com alguns direitos reservados, destaca a aliança firmada entre o ministério da Cultura do Brasil e o movimento Creative Commons, que luta por direitos autorais mais flexíveis.
“Gilberto Passos Gil Moreira é uma anomalia. Ele não faz apenas música. Ele também faz política”, afirma a reportagem assinada pelo correspondente do New York Times no Brasil, Larry Rother. E completa “Mas como autoridade do governo em um país em desenvolvimento celebrado pelo pulso criativo de seu povo, Gil também quer que os brasileiros tenham acesso irrestrito às novas tecnologias para fazer e disseminar arte, sem ter de render seus direitos a companhias grandes que dominam a indústria da cultura.”
Segundo a matéria, a parceria do ministro com a Creative Commons conseguiu criar licenças que permitem que autores escolham qual partes das suas obras serão abertas aos consumidores, e quais ficarão restritas pelos direitos autorais.
“Tudo isso começou porque Gil nos fez pensar sobre que tipo de liberdade era necessária para a música”, opinou o fundador da Creative Commons, Lawrence Lessig na matéria, e que depois do movimento, muitos artistas foram descobertos por gravadoras e sites de Internet.