Os avanços e os retrocessos que tivemos em torno da política cultural nacional foram frutos do nosso (agentes/ativistas/trabalhadores da cultura) trabalho nos últimos 24 anos, desde a Lei Sarney (1986).
A forma como nos organizamos gerou o modelo de gestão da cultura do poder público, nas suas esferas de governo.
A política de Estado que todos pretendemos, em oposição à política de governo, está sendo construída por nós, em cada projeto, edital, convênio, prestação de contas.
Os governos se movimentam nas órbitas dos estímulos e pressões.
Não é saudável para nós o apoio a este ou aquele candidato. Ou para este ou aquele partido. Isto é uma demonstração de fraqueza e subalternidade. A crença ingênua de que este ou aquele é mais “popular” nos enfraquece e nos coloca sempre na posição de serventia estratégica para a campanha de plantão, sejam prefeitos, governadores ou presidentes.
Ninguém vê o segmento da Saúde ou da Educação “organizados” em torno de uma ou de outra candidatura.
Precisamos exigir respeito pela atividade cultural em todas as suas fontes: simbólica, cidadã, econômica (e mais outras ainda imperceptíveis e imateriais).
Por isso o Partido da Cultura!
Nos últimos 16 anos – governos do PSDB e do PT – o investimento orçamentário do governo federal nunca chegou
a 1%. Isto é vergonhoso. Nada prá comemorar. Nada prá nos orhulhar.
Queremos mais!