Na ultima sexta-feira (29) comemorou-se o Dia Nacional do Livro, marcando a data da Fundação da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, que está completando 200 anos. Nesta data, é importante lembrar da importância que os livros têm para o desenvolvimento da nossa comunicação, não só para quem pode ler os livros convencionais, mas também para os deficientes visuais, que precisam de obras adaptadas.
Dados levantados pela Fundação Dorina Nowill para Cegos, uma das pioneiras na criação de obras em Braille no Brasil revelam que os usuários da Biblioteca Circulante de Livro Falado da instituição leem cerca de nove livros por ano. Segundo a pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, a população brasileira lê aproximadamente 1,3 livros anualmente. Se contabilizado o número de obras indicadas pela escola, a média sobe para 4,7 livros por habitante/ano.
Em contrapartida, uma pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas (FGV) encomendada pelo Ministério da Cultura revelou que apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem seção com obras em braille. A Fundação Dorina aponta que hoje o mercado editorial brasileiro lança 20 mil títulos novos por ano. Destes, não chega a 2% o número de obras acessíveis aos deficientes visuais.
Os resultados evidenciam a necessidade de ações de educação voltadas para o respeito ao universo cultural destas pessoas, seja pelo tato, pela audição ou, mais recentemente, pelos recursos que o computador pode oferecer.
*Com informações do JC Online.