Opiniões sobre editais voltados a produtores negros estão divididas

De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o acadêmicos e artistas brasileiros têm opiniões diversas sobre a proposta da ministra Marta Suplicy de lançar editais exclusivos para criadores e produtores afrodescendentes.

Para o autor de Cidade de Deus, Paulo Lins, a medida é boa e necessária. “O negro tem que ter privilégio e inclusão em tudo. Ele foi sacrificado durante 400 anos de escravidão no país”, afirmou.

Já o cineasta Zelito Viana, que produziu “Terra em Transe” (1967) e “Cabra Marcado Para Morrer” (1985), considera a medida “racista”. “Agora haverá editais também para anão e para mulher?”, questionou.

Para o professor de ciência política da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) João Feres Júnior, a medida é importante porque a cultura brasileira é “extremamente branco-cêntrica”. “Os produtores de narrativas são quase que exclusivamente brancos ou falam de uma perspectiva da qual a questão do racismo e da discriminação é invisível.”

Danilo Miranda, diretor do Sesc-SP, disse ter inicialmente se assustado com o anúncio. “Achei que seria inadequado para um país que respeita a igualdade. Mas, depois, achei que se tratava de algo adequado para tornar o Brasil um país mais justo.”

Gisele Jordão, responsável pela publicação Panorama Setorial da Cultura Brasileira, diz que projetos com tema afro-brasileiro têm mais dificuldade em captar recursos via Lei Rouanet que a média do país.

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*Com informações da Folha Online

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