Não obstante ao fato de estarmos todos conectados em uma grande rede mundial de computadores nós, meros mortais, passamos a consumir de tais prerrogativas tecnológicas e por conta disso sermos observados por uma série de aplicativos que gentilmente aceitamos em nossos computadores e “Smarts Phones”. Hoje, mais de 700 mil deles estão prontinhos para serem baixados a um simples toque. Muitos têm, contudo, em seus algoritmos e métodos contextos de rastros que possibilitam localizar presença, saber em que posição estamos neste exato momento e outras formulas que nos deixam bem expostos dentro deste novo mundo.

O mais interessante é que queremos tudo isso. A exposição é algo que nos fascina. haja visto que apenas no canal Facebook temos mais de 1 bilhão de usuários teclando por volta de seis horas diárias. No plano físico demonstramos que este fascínio não é de hoje. O inicio de mais uma edição do BBB, um show de horrores que a televisão brasileira teima em repetir, demonstra que nós somos os grandes responsáveis pelo que a sociedade vem acompanhando. A audiência.
Neste universo paralelo somos todos mais importantes e temos voz, ops, teclas, por enquanto. Além de receber inúmeras informações, de todo o tipo (boas e ruins) conseguimos dizer aquilo que pensamos, construir algum tipo de raciocínio lógico ou mesmo abstrato sobre um tema ou sobre alguém. Ou ainda, bater um papinho ou falar dos outros. Tudo é possível. A internet nos trouxe a um mundo de “ver e sermos vistos”. Por todos os cantos esta atitude revolucionou a maneira com a qual nos portamos, vestimos, somos e agimos.
Com metade da população do mundo conectada – quase três bilhões de pessoas, a internet vem construindo novas pontes de aproximação. Porem, trás consigo alguns muitos problemas como a pedofilia, o uso irrestrito de informações facilmente coletadas em sites, blogs, chats e contatos interpessoais, estelionato, spam e até atividades terroristas.
As discussões sobre os marcos regulatórios para coibir as praticas abusivas no mundo web vêm demonstrando uma extensa falta de conhecimento por parte de quem as pretende colocar em prática. É um mundo novo e com ele novas praticas e legislações precisam ser adotadas. Práticas construtivistas que objetivem regular, de forma “Bellow the Line” e não interferindo nos aplicativos e fechando as portas para a criatividade. A curva entre os aspectos de regulação e a liberdade de expressão torna-se o próximo grande desafio que aflige aqueles que construíram o mundo WWW. É um grande imbróglio. Para completar, governos de esquerda e totalitaristas como a Argentina, Venezuela, China e até mesmo os que se dizem “mezo” liberais como Brasil vem transportando para o Senado e a Câmara esta missão.
Como se regular sem o claro entendimento fosse a melhor forma de prover uma solução adequada.
Mesmo porque a cartilha de liberdade que este atual governo segue ora permeia a direita, ora a esquerda. As recentes e midiáticas decisões que estas duas casas do legislativo vêm tomando, e até algumas câmaras de cidades, com expressivo contingente de vereadores, nos mostram que o buraco é mais embaixo.
Sempre digo que se não tivermos uma visão de longo prazo para a educação em todos os níveis – vale para este tema de forma oportuna, não conseguiremos virar a próxima página. O resultado pontual e sem o devido envolvimento dos diversos players do setor apenas demonstrará mais uma vez a fragilidade dos nossos “lideres” sic.
É esperar para ver…