“Que tal começar a pensar no todo, fixar as metas para 2022, independer deste ou daquele governo, mas pensar e acreditar que inflação abaixo de 3% não trará o paraíso, a felicidade.”

Há alguns dias, deputados, governadores, senadores e presidente tomaram posse. Todos falam de uma só ferramenta para o crescimento, todos, aí a mídia incluída, só falam do Banco Central, corte das despesas públicas e melhoria dos indicadores econômicos, e só se fala da queda da inflação.

Vi muito pouco sobre refletir para o que serve o governo e os governantes, que deveria ser a busca da felicidade da nação.

Quem falou que a inflação abaixo de 3% nos trará felicidade e o bem estar da população? Por que discutir só isto, só esta nota de samba? E assim como o presidente quer destravar o Brasil, quero propor para tirar esta trava – outras formas de olhar o Brasil.

Temos uma data emblemática dentro de 15 anos, 2022, data dos 200 anos de Independência do Brasil.

Se a inflação destes anos for abaixo de 3% e crescermos acima de 5%, seremos mais felizes e o bem estar do nosso povo estará melhor?

O Brasil é mais do que isto. Que tal haver Banco Central de outras áreas para que controlemos outras ferramentas, não só inflação e crescimento, para que nos tragam felicidade?

Hoje, só 100 milhões de ingressos de cinema são vendidos por ano. Que tal chegar a 350 milhões em 15 anos, sendo 25 milhões por ano em cinema brasileiro?

Todo brasileiro tem que ler um livro por ano; afinal é tão bom sonhar. Todo brasileiro, até 2022, terá que adotar ou plantar uma árvore e terá um certificado de carbono.

Todo brasileiro poderá comer carne ao menos uma vez por semana.

Todas as crianças a partir de 2009 terão acesso à pré-escola para se alfabetizarem e brincarem.

A partir de 2012, nenhuma mãe enterrará seu filho por perder a luta com o tráfico.

Todos os jovens entre 12 e 20 anos terão acesso livre a algum centro esportivo para pratica de esporte.

Todas as consultas médicas, a partir de 2015, serão marcadas em um prazo de até sete dias.

A partir de 2010 todo brasileiro terá oportunidade de ver sua orquestra local ou estadual de graça, num domingo no parque.

Raul Seixas tocará pelo menos uma vez por semana nas rádios.

Toda brasileira poderá ir ao cabeleireiro pelo menos 2 vezes por mês a partir dos 16 anos.

Enfim, precisamos voltar a ter idéias de nação. Precisamos pensar que somos um povo diverso culturalmente, com diferentes necessidades materiais e emocionais, mas que cada um de nós, independente da classe social, raça e religião, tem seus sonhos e delírios.

Devemos crescer sim, mas crescer e dignificar a vida é uma outra forma de pensar. Se todos os Ministérios tiverem os seus índices fundamentais para o bem estar da nação, medidos e quantificados com estratégias para serem atingidos nos próximos anos, de maneira inteligente e com “destrava” de pensamento, todos estaremos caminhando para uma vida melhor e mais feliz.

Que tal começar a pensar no todo, fixar as metas para 2022, independer deste ou daquele governo, mas pensar e acreditar que inflação abaixo de 3% não trará o paraíso, a felicidade.

Mas o bem estar da nação tem de começar a ser discutido já, para que este vácuo entre economia e o país verdadeiro seja superado.

Obs.: quem tiver outras metas para o destrave do pensamento mande e-mail para o Cultura e Mercado.

Sergio Ajzenberg


editor

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