Para grafiteiro Speto, superficialidade marca artes visuais hoje

Há 27 anos fazendo da rua sua plataforma artística, o designer, ilustrador e grafiteiro Speto já é um dos maiores expoentes do graffiti nacional em terras estrangeiras. No fim do ano passado, ele foi escolhido para participar do Primary Flight, maior evento de arte ao ar livre do mundo, paralelo à Art Basel, criando uma obra para os muros de Miami.

Além disso, Speto passou a integrar a equipe do Movimento HotSpot, iniciativa que busca premiar talentos inovadores e criativos em 11 áreas, entre elas, a ilustração, que recebe a curadoria do artista.

Em entrevista exclusiva para o Empreendedores Criativos, Speto falou sobre suas perspectivas quanto ao mercado de arte e as oportunidades para os empreendedores criativos, ressaltando os pontos positivos e negativos de vivermos na era da informação.

Para ele, de forma geral, arte e negócios nunca foram avessos. “Acho que o que existe são dois caminhos: ser um profissional trabalhando com arte ou não. E isso acontece em várias áreas. Tendo uma carreira no mercado de arte, você vai precisar respeitar algumas regras”, afirmou.

Speto acredita que houve um crescimento vertiginoso do mercado para artes visuais, que não favorece o verdadeiro entendimento da mensagem que está sendo passada. “As pessoas não têm tempo de absorver as imagens e, na outra ponta, os investidores não estão se dedicando a estabelecer um diálogo e entender tudo o que está acontecendo. Acho que, principalmente no Brasil, tudo fica muito na esfera da superficialidade”, diz.

O lado bom, segundo ele, é que atualmente existem novos recursos, através da tecnologia e das novas mídias “Mas ainda falta entendimento.”

Clique aqui e leia a entrevista na íntegra.

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