Patrimônio em risco - Cultura e Mercado

Patrimônio em risco

Em poucos dias, duas peças de importante valor histórico foram furtadas de espaços religiosos no estado do Rio de Janeiro. Na madrugada do dia 23 de agosto, uma imagem em madeira de Nossa Senhora da Soledade, de 1869, foi levada na igreja que leva o seu nome, no município Engenheiro Paulo de Frontin. Exatamente uma semana depois, no dia 30, foi a vez de o Mosteiro de São Bento, no Rio, sofrer uma baixa: a de um lampadário em prata, do final do século XVIII, pertencente à Capela de São Brás.

Em entrevista para o site da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, o superintendente do Iphan, Carlos Fernando Andrade, aborda os atuais desafios para a segurança do patrimônio histórico de igrejas e museus. Nela, Andrade comenta os desafios que ainda existem para o controle deste tipo de furto, e como a população pode ajudar na recuperação dos bens desaparecidos. “É muito importante que as peças não saiam do Brasil”, alerta ele, que revela histórias pitorescas relativas aos furtos, como a do bandido que se fez passar por seminarista e a da peça que foi encontrada após ser identificada no cenário de um filme, que um frade via no cinema.

Andrade também recomenda que colecionadores e comerciantes de arte tenham à vista o Banco de Dados de Bens Culturais Procurados. Quem tiver indícios dos bens desaparecidos deve entrar em contato com o Iphan pelo e-mail ouvidoria.rj@iphan.gov.br ou pelo telefone 2233-6334.

Clique aqui para ler a entrevista.

*Com informações da Secretária de Cultura do Rio de Janeiro.

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