O economista Paulo Eduardo Rocha Brant assumiu esta semana o cargo de secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais, no lugar da antiga secretária Eleonora Santa Rosa. O anúncio oficial foi feito pelo governador Aécio Neves, na tarde da última segunda-feira, no Palácio da Liberdade, na capital mineira.
Ele agradeceu à ex-secretária pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos três anos e meio e ressaltou que ela fez da área da Cultura em Minas Gerais um exemplo para todo o país, com investimentos de aproximadamente 200 milhões em projetos e programas oficiais, como o Filme em Minas, o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura, o Prêmio de Artes Cênicas e o Circuito Cultural Praça da Liberdade. “Eleonora liderou um processo exemplar e histórico no trato com a cultura no Estado”, disse o governador.
Sobre o novo secretário, Aécio ressaltou que se trata de um colaborador do governo que tem o respaldo da competência e que, a despeito de ser economista, mantém uma proximidade com a área da cultura por causa dos laços familiares, já que é irmão do compositor Fernando Brant. “Ele vai incorporar sua experiência aos projetos que já estão sendo desenvolvidos e aplicá-la aos que serão criados. Ele tem um perfil diferente da ex-secretária, mas que, por isso mesmo, pode acrescentar ao que foi feito”, destacou.
Convidada a falar logo em seguida, Eleonora Santa Rosa disse que se afasta da secretaria para cuidar de questões pessoais, com o sentimento de dever cumprido. Ela creditou o êxito da empreitada à equipe que formou e que, conforme garante, permanecerá a mesma durante a gestão de Paulo Brant. “Hoje a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais é reconhecida e respeitada no país inteiro. Devemos o sucesso dessa jornada até agora à equipe que trabalhou comigo, que é competentíssima e será mantida integralmente”, disse, acrescentando que já havia se reunido com o novo secretário algumas vezes para colocá-lo a par de tudo o que foi feito até agora.
Conciso e cauteloso em sua fala, Paulo Brant disse que recebeu com muita honra o convite para ocupar a pasta da cultura. “Diferentemente das minhas atividades recentes, essa a que agora vou me dedicar lida com a dimensão da beleza. Afora isso, a cultura é um fator determinante para o desenvolvimento econômico. Embarco em um projeto de governo que já está em curso, então a prioridade é tomar pé de todos os projetos e conduzi-los ou implementá-los da melhor forma possível.”
Mineiro de Diamantina, Paulo Brant ocupava o cargo de diretor superintendente do Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG).
Formado em engenharia civil pela UFMG e em economia pela PUC-Minas, Paulo Brant foi secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Indústria e Comércio de Minas Gerais, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e é conselheiro do Museu Clube da Esquina.