Presidente do SESC-RJ é afastado por suspeita de uso irregular de recursos

O presidente do SESC do Rio de Janeiro, Orlando Diniz, foi afastado pela direção nacional nesta quarta-feira (18/1). O afastamento ocorre após suspeita de uso irregular dos recursos da entidade.

Trechos do parecer do conselho fiscal de intervenção, que culminou no afastamento de Diniz, citam oito contratos firmados em 2010 pelo Sesc-RJ com entidades particulares para o patrocínio de grandes eventos que não atenderiam à “melhoria de bem-estar dos comerciários”, em tese, a finalidade principal do Sesc.

Entre os projetos, que receberam um total de R$ 26.993.143,41 do órgão, está a série musical Rio Noites Cariocas, o Rio Fashion Business e o espetáculo teatral Hair.

O relatório do conselho fiscal frisa que, ao realizar este tipo de patrocínio, o Sesc transferiu os recursos da entidade para terceiros. O documento cita, inclusive, o que poderia ser feito com o valor para benefício efetivo dos comerciários: “O montante despendido nesses oito convênios corresponde ao custeio de um centro cultural por um período aproximado de oito a dez anos; permitiria, por outro lado, a construção de um centro cultural com 5.500 metros quadrados de área coberta e 4.500 metros quadrados de área urbanizada, dispondo ainda recursos para sua manutenção durante três anos”, diz o parecer.

Diniz estava na função desde 1999. O diretor regional, Luiz Oddone, também foi afastado.

O diretor do departamento nacional do Sesc, Maron Emile Abi-Abib, irá assumir o cargo pelos próximos 120 dias.

Em nota via Fecomércio, instituição da qual é presidente, Orlando Diniz disse que, em 46 anos de existência, todas as contas do Sesc foram aprovadas, e qualificou a intervenção de “autoritária” e “inadequada”.

*Com informações da coluna Radar Online (do site da revista Veja), do G1 e do JB Online

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