Produtoras investem em filmes com temas evangélicos

O mercado brasileiro de produtos evangélicos, que movimenta bilhões de reais em diversos segmentos culturais, como o fonográfico e o literário, começa a investir agora no audiovisual.  A informação é do jornal O Globo.

Em coprodução com a americana Uptone Pictures, especializada em filmes e programas de inspiração cristã, a produtora brasileira Graça Filmes lançou na última semana o longa-metragem “Três histórias, um destino”, escrito e dirigido pelo ator americano Robert C. Treveiler (que interpretou um pastor na série “One three hills” e atuou em seriados como “Dawson’s Creek” e “Drop dead diva”), a partir do best-seller homônimo do missionário brasileiro R.R. Soares.

O filme tem elenco americano (pouco conhecido no Brasil), é falado em inglês e só será lançado nos Estados Unidos e em outros territórios em 2013. “Optamos por lançá-lo primeiro aqui porque é uma produção baseada em um autor brasileiro”, explica Ygor Siqueira, diretor da Graça Filmes.

“Na semana passada, aconteceu a primeira mostra de filmes cristãos no Rio. A igreja Bola de Neve, que é bem jovem, está criando um festival de curtas em São Paulo. O ‘Três histórias’ é um bom pontapé para motivar quem quer fazer cinema nessa linha. A página dele no Facebook já foi curtida por mais de 40 mil”, conta Siqueira.

Ele lembra que há várias produtoras americanas que só trabalham com o filão gospel. Mesmo grandes estúdios abriram divisões para o segmento, como a Fox Faith, selo da Twenthieth Century Fox voltado para filmes de orientação religiosa.

No Brasil, o número de títulos de temas religiosos ainda é incipiente. Mas seu apelo pode ser medido pelo percurso de produções como “Maria, mãe do filho de Deus” (2003), de Moacyr Góes. O filme, que conta com participação do padre Marcelo Rossi, atraiu cerca de 2,3 milhões de espectadores.

“O produto nacional nessa linha ainda é precário em termos de qualidades técnicas e de interpretação. É um gênero muito difícil, porque há de se ter cuidado para não denegrir a família, a Bíblia, mesmo que esta não seja citada diretamente. Já recebi ofertas de produtoras de filmes seculares que querem alcançar esse nicho, que não tinham nada a ver com a palavra cristã. O evangélico iria reprová-los”, diz Siqueira.

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*Com informações do site do jornal O Globo

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