A lógica de “programas de afiliados” é usada há cerca de dez anos por empresas e blogs pessoais nos Estados Unidos. Funciona assim: se, por exemplo, uma livraria quer vender um livro do Harry Potter, por exemplo, ela pode atrair usuários para seu site por meio de um post escrito pelo dono de um blog cujo assunto seja justamente o bruxo. Quem clicar no link que leva ao site da livraria e fizer a compra rende ao blogueiro uma comissão, que depende da companhia.
Milhares dos blogs que utilizam esses programas movimentam cerca de 30% do dinheiro envolvido no comércio eletrônico americano, segundo estimativas da boo-box, uma das companhias brasileiras que conduz esse tipo de programa. No Brasil, esse movimento ainda é incipiente. “Deve responder por 5% do nosso e-commerce”, diz Marcos Tanaka, presidente da boo-box.
Mas a tendência é de crescimento. Além dos 77,8 milhões de brasileiros com acesso à internet, segundo levantamento do Ibope Nielsen, o uso de redes sociais e blogs impulsionam a transformação do marketing digital. Empresas e blogueiros, aos poucos, começam a perceber isso e a trocar figurinhas.
“As pessoas estão optando por gastar mais tempo no Facebook, no Twitter e em blogs que emitem suas próprias opiniões do que em sites tradicionais”, diz o professor de marketing digital da ESPM Rafael Lamardo. E isso é o que motiva empresas como Lomadee, Submarino, Mercado Livre, Afilio, boo-box e Hotmart, algumas das principais empresas a desenvolver programas de afiliados no País.
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*Com informações do Estadão.com