Projeto do novo teatro Cultura Artística prevê integração com Praça Roosevelt

Cem anos após a realização de seu primeiro sarau, a Sociedade de Cultura Artística tenta se modernizar e finaliza projeto do novo teatro, apostando na integração com a Praça Roosevelt. “Como chegamos aos 100 anos? De olho no retrovisor, mas com um belo para-brisas à nossa frente. Temos uma instituição sólida e é isso que nos permite pensar em formas de nos modernizar”, disse Pedro Herz, presidente da Sociedade, à reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo ele, o novo teatro não apenas será capaz de abrigar espetáculos que antes não cabiam no espaço, como óperas, balés e musicais, mas será um centro cultural, com possibilidade de investimentos maiores em sua missão educativa e aumentando o diálogo com grupos como os Satyros ou os Parlapatões. Por conta disso, no fim de semana, quando a praça será reinaugurada, uma pequena cerimônia vai firmar a integração do novo Teatro Cultura Artística com a praça.

No espaço anteriormente ocupado pela boate Kilt, de frente para a praça, será criada uma rotatória de acesso ao teatro. “Isso nos permitiu adicionar ao projeto uma espécie de ‘subpalco’, um espaço sob o palco principal onde poderão entrar caminhões e contêineres de cenários e instrumentos, por exemplo”, explica o arquiteto Paulo Bruna, que reformatou o projeto  apresentado inicialmente em 2009.

Além disso, criou-se um novo foyer e um bar maior. A sala de espetáculos em si, que antes era perpendicular à rua, agora será paralela, com o palco apontando na direção da praça. “O palco antigo, por uma questão de espaço, ficava um pouco desajeitado, era um triângulo no fundo do terreno. Agora, terá 24 metros de profundidade e 28 metros de altura, com maior área para camarins. Já o público, anteriormente espalhado em formato de leque, será dividido entre a plateia e dois balcões”, explica Bruna.

O projeto final deverá estar pronto no começo de 2013. Segundo Herz, a Sociedade de Cultura Artística trabalha com um orçamento inicial na casa dos R$ 90 milhões. Destes, R$ 30 milhões já foram captados, o que permite o início dos trabalhos. “Somos uma entidade sem fins lucrativos e contamos com doações e patrocínios para a obra. Nosso objetivo agora é mostrar que esta é uma época de plantio e que a colheita será recompensadora”, explica Herz.

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*Com informações do Estadão.com

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