Protesto pede liberação de filme sérvio proibido pela Justiça

Um protesto contra a censura no cinema brasileiro será realizado na noite desta terça-feira (2/8) no Rio de Janeiro. Organizada pelo Congresso Brasileiro de Cinema e motivado pela proibição da exibição de “A Serbian Film – Terror sem Limites” em todo o país, um encontro aberto, “Censura Não”, discutirá possíveis medidas para evitar proibições como a do filme sérvio. A manifestação será na Fundição Progresso, na Lapa, às 19h30.

A classe de produtores e atores de cinema reivindica a liberação do longa, censurado por uma liminar da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do Rio de Janeiro após denúncia do partido político Democratas de apologia à pedofilia. O filme também foi proibido na Espanha e na Noruega e sofreu cortes na Alemanha e na Inglaterra.

A Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abracinne) anunciou que um seminário sobre a proibição de ‘A Serbian Film’ fará parte da programação do Festival de cinema de Gramado, no Rio Grande do Sul, no próximo domingo (6/8). O seminário discutirá as normas de classificação dos filmes no Brasil, o papel da crítica de cinema e quais são os desdobramentos do veto ao longa sérvio, com a participação de membros do Ministério da Justiça e presidentes de associações de cinema no país.

Em nota, o representante da Petrini, que distribui o filme no Brasil, lamenta a proibição e diz que é claro que nenhuma criança sofre abusos em A Serbian Film. Ele entrará com uma ação para recuperar a cópia apreendida pela Justiça e liberar a exibição do filme. “Na decisão é muito claro o ponto de vista da juíza: mesmo que o filme não contenha cenas de abuso real a fins eróticos, não se pode permitir que cenas de extrema violência sejam levadas ao grande público. Se isso não é censura, de que estamos falando então?”, diz.

No país, o longa chegou a ser exibido em festivais em Porto Alegre e São Luís e no RioFan, no Rio de Janeiro, mas foi banido da competição pelo próprio patrocinador, a Caixa Econômica.

*Com informações do Estadão.com

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