Queijo Minas pode virar patrimônio

A próxima reunião do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) acontece dia 15 de maio, no Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte (MG). Na ocasião, o conselho vai apreciar o pedido de registro do modo artesanal de fazer queijo Minas Gerais como patrimônio cultural imaterial brasileiro. No mesmo dia será votado o tombamento da Casa de Chico Mendes, onde o seringalista e líder sindical amazônico foi assassinado, há 20 anos, na região seringueira de Xapuri, no Acre.


O processo de registro de patrimônio imaterial do modo de fazer queijo de Minas reúne extenso trabalho de inventário e pesquisa realizado em toda a região do Serro, Serra da Canastra e Serra do Salitre, tradicionais pólos de produção queijeira. O inventário identificou os principais produtores artesanais da região, reuniu acervo audiovisual e escrito sobre a prática e catalogou as etapas de fabricação daquele tipo de queijo feito com leite cru.

 
O Iphan desenvolveu uma metodologia para a identificação e catalogação desses bens imateriais, o Inventário Nacional de Referências Culturais – INRC. Com o INRC é possível documentar aspectos da vida social que podem ser considerados referências de identidade para um grupo ou uma comunidade. Ele reúne uma série de materiais multimídia que catalogam as práticas da cultura estudada.

 
O objetivo do processo é, além de fazer o registro histórico desse modo de produção, fomentar a sua atividade e o seu desenvolvimento econômico. Para isso, serão desenvolvidas políticas de promoção, como incentivo à pesquisa e à associatividade, além da criação de estratégias de divulgação.

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