Ex-ministro Pedro Parente diz que é importante incentivar a produção local, mas que as emissoras não precisam ser obrigadas a fazê-lo; representante de cineastas rebatePor Sílvio Crespo
06/05/2003
O ex-ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, hoje vice-presidente executivo da rede de comunicação gaúcha RBS, disse reconhecer a importância da regionalização da produção de TV e rádio, mas criticou o projeto de lei da deputada federal Jandira Feghali (PC do B-RJ), que obriga as emissoras a transmitirem uma cota de produções locais. ?Se queremos qualidade, não sei se é o caso de se fazer uma lei?, afirmou. Essas palavras esquentaram o primeiro dia do IV Fórum Brasil de Programação e Produção, que acontece em São Paulo, com a promoção das revistas Tela Viva e Pay TV e apoio de Cultura e Mercado.
Pedro ?como o ex-ministro disse que prefere ser chamado? afirmou que a RBS já destina boa parte da sua programação para produções regionais, tendo como alguns exemplos a exibição freqüente de curtas-metragens locais e três jornais que somam duas horas por dia. Segundo ele, a rede transmite 850 horas anuais de programas locais. O ex-ministro afirmou que a obrigatoriedade da transmissão da produção local pode prejudicar a qualidade dos produtos, pois os estados teriam ?diferentes condições?, pelo menos por enquanto, para impor regularidade à produção.
Resposta
?Esse negócio de que não precisa da lei, de que a gente conversando se entende… já faz 13 anos que o projeto está no Congresso, 13?, rebateu Assunção Hernandes, presidente do Congresso Brasileiro de Cinema. Assunção passou um abaixo-assinado pela platéia do evento pedindo ajuda para a aprovação do projeto de lei de Jandira Feghali, aprovado pela Câmara e que ainda precisa do aval do Senado. No momento em que Pedro Parente falava, a deputada já havia deixado o Fórum, para compromisso em Brasília.
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