O filme Tropa de Elite 2 é o melhor símbolo do fortalecimento do cinema nacional e acaba de estrear em cinemas dos Estados Unidos. Ainda que dificilmente alcance o sucesso estrondoso que teve no Brasil, entrar no circuito americano é uma ótima oportunidade para chamar a atenção do júri que escolherá as cinco produções que concorrerão ao Oscar de filme estrangeiro no início de 2012. A indicação daria novo fôlego — e mais lucro — ao filme de maior sucesso já feito no país.
Tropa 2 também é símbolo da posição do Rio de Janeiro como o maior polo de produção cinematográfica do país, segundo reportagem da revista Exame. “Estamos criando a Riollywood”, afirma Diler Trindade, sócio da Diler & Associados, maior produtora brasileira de cinema, graças a títulos estrelados por Xuxa e Renato Aragão. Guardadas as devidas proporções, o trocadilho se baseia em números impressionantes.
Os filmes de produtoras cariocas foram responsáveis por 96% da renda gerada por produções nacionais no ano passado. Dos dez filmes brasileiros com maior bilheteria em 2010, nove saíram de produtoras do Rio. Neste ano, seis estão entre os dez mais vistos (até outubro).
Vários fatores se somam para a reafirmação do Rio como polo de produção cultural. Essa posição foi enfraquecida nos anos de decadência econômica, a partir da década de 80, quando não só empresas mas também profissionais qualificados deixaram a cidade. Agora, a nova vibração econômica — com a atração de investimentos de diversos setores, especialmente os ligados ao petróleo e à infraestrutura urbana —, o calendário de eventos e, em particular, a Olimpíada de 2016 dão força à recuperação da produção de cultura e entretenimento.
Nos últimos anos, o Rio recuperou muito de seu charme diante do mundo. Mais de 50% das produções estrangeiras de cinema realizadas no Brasil em 2010 ocorreram ali, o que também movimenta a indústria de audiovisual. “Cerca de 70% das filmagens de Amanhecer (último filme da série americana Crepúsculo) foram feitas por profissionais brasileiros e equipamentos de empresas nacionais”, afirma Walkíria Barbosa, sócia da produtora Total Entertainment.
No bairro de São Cristóvão, na zona norte da cidade, galpões nada glamourosos (cheios de câmeras, gruas e geradores de energia) vêm sendo ampliados nos últimos dois anos.
A operação local da Estúdios Quanta — fundada no Rio de Janeiro, mas que cresceu bem mais em São Paulo do que na cidade de origem — vem recuperando importância. “Há um ano e meio, o Rio passou a responder por uma receita maior que São Paulo no segmento de aluguel de equipamentos”, afirma Marcelo Rabello, responsável pela base carioca da empresa. Há menos de um ano, o empresário Marco Eckart instalou no mesmo bairro a CiaRio.
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*Com informações do site da revista Exame