São Paulo ganha duas novas casas para shows e eventos culturais

Depois de abrir as portas de sua primeira filial fora da cidade, o Studio RJ, o grupo Studio SP volta a atuar na Vila Madalena, mas sem encerrar as atividades do endereço no Baixo Augusta, que continua com sua programação voltada para a música, abrindo espaço para novas bandas. O Studio SP da Vila, que será inaugurado nesta terça-feira (22/11), terá o foco nas demais áreas artísticas e em festas.

O projeto Cedo e Sentado ganha uma versão teatral, sempre às terças, oferecendo peças gratuitas de grupos que vêm se destacando nas artes cênicas. A peça “Espetáculo sem Patrocínio”, de Leo Lama, é a primeira peça a entrar em cartaz. Já o espetáculo “Pornô – Falcatrua Nº 18.633”, de Irvine Welsh e dramaturgia de Eduardo Ruiz, ganha temporada às quintas.

Mais tarde, também às terças, o sobrado vira residência das festas Criolina e do Sambarbudo Project, que se revezam quinzenalmente. O DJ e promoter Celso Tavares leva seu Discotexx para a casa nas noites de quinta. As noites de sexta serão embaladas por uma festa concebida especialmente para o Studio Vila: a “Som e Fúria”, com a Cia. Sutil de Felipe Hirsch e Guilherme Weber. Aos sábados, a discotecagem fica por conta dos vinis. Três vezes no mês, a casa fica por conta do trio Veneno (Ronaldo Evangelista, Peba Tropikal e Mauricio Fleury), com o melhor do soul, funk, ritmos latinos e preciosidades. E o novo projeto Córtex, do jornalista Bruno Torturra, acontecerá mensalmente aos sábados. Nele, a casa abrirá mais cedo para promover bate-papo e grupos de discussões temáticas recebendo convidados, com direito a espaço para vendas de livros.

Em dezembro, a casa receberá às quartas-feiras o projeto A Filosofia do Rock, com a filósofa Marcia Tiburi.

O Studio SP Vila Madalena vai funcionar de terça à sábado, sob a direção dos sócios Ale Youssef, Maurizio Longobardi, Guga Stroeter e Mauricio Garcia.

Cine Joia – Inaugurado há duas semanas, o Cine Joia fica no bairro da Liberdade, onde nos anos 1950 funcionava um cinema que projetava filmes de diretores japoneses, como Yasujiro Ozu e Akira Kurosawa.

A casa é dirigida por Facundo Guerra – dono de bares como Volt, Vegas, Lions e Z Carniceria – e Lúcio Ribeiro, e tem capacidade para 1.500 pessoas, divididas em plateia inferior e mezanino. Além disso, haverá um miniclube com capacidade para 100 pessoas, que abrigará as festas das bandas após os shows.

No subsolo, dois camarins terão área de lazer com Playstation, fliperama, TV de plasma e copa privativa com chef à disposição da banda.

Além do tipo de música, a cada noite serão variadas as bebidas e comidas servidas e o “mapping 3D”, projeção em alta definição que muda a parte interna da casa. O “mapping” é desenvolvido pela empresa argentina Estado Lateral. “Em vez de colocar dois telões, teremos a parede toda da casa como plataforma para a projeção. Se o White Stripes tocar aqui, por exemplo, posso deixar tudo vermelho, no clima na banda, ou, em outra ocasião, projetar a [avenida] 23 de Maio, que está do outro lado da parede, em tempo real”, contou Facundo Guerra à Folha de S. Paulo.

“Quero que o paulistano assista a sua banda preferida em uma casa de shows com excelente nível de serviços, como acontece em Nova York ou Paris. Não estarei satisfeito se ela não estiver entre as cinco melhores casas desse porte no mundo”, declarou.

*Com informações do Studio SP e da Folha Online

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