São Paulo tem apenas cinco salas de cinemas de rua

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira (21/9) apresenta um panorama das salas de cinema de rua da cidade e a opinião da nova geração de frequentadores. Atualmente, além das salas especiais – como a Cinemateca e o CineSesc -, apenas cinco funcionam comercialmente de porta para a rua.

Na Avenida Ipiranga, o Marabá é a memória viva da chamada Cinelândia, no centro de São Paulo. Inaugurado em 1945, o cinema ficou quase dois anos fechado e foi reaberto em 2009 pelo grupo Playarte. Lá, uma jovem estilista escolhia um filme para assistir. “Quando eu era criança, diziam que esse cinema era mal-assombrado. Ainda tenho essa sensação”, contou Bruna Battys.

Em Pinheiros, na Rua Fradique Coutinho, o Cine Sabesp é o único em que a bilheteria faz, de fato, fronteira com o passeio público. A bilheteira Maria de Fátima Reis Serra diz que trabalhar em contato com a rua faz com que as relações se tornem mais proximas e afetivas. “Tem gente que me cumprimenta pelo nome”, diz.

Na Avenida Paulista, o único sobrevivente foi o Reserva Cultural.

O jornalista Inimá Simões, autor do livro “Salas de Cinema em São Paulo”, diz que nos tempos dourados da Cinelândia, nos anos 1950, São Paulo contava com cerca de 180 salas de cinema na rua. Eram construções grandiosas e chegavam a ter até 3 mil lugares.

Para ele, hoje a praça de alimentação do shopping reproduz o velho espaço público a céu aberto. “O shopping é a cidade climatizada, pretensamente segura, onde todos são mais ou menos iguais e não existe aquela gente feia, malcheirosa lá das ruas verdadeiras”, conclui.

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*Com informações do site do jornal Folha de S.Paulo

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