São Paulo terá circuito popular de cinema - Cultura e Mercado

São Paulo terá circuito popular de cinema

Projeto Popcine, da Secretaria de Estado da Cultura, irá abrir salas de cinema em cidades menores e na periferia

A Secretaria de Estado  da  Cultura  de  São Paulo anunciou, durante o Primeiro Festival de Cinema Latino-americano,  o  projeto  Popcine  –  Circuito  Popular de Cinema.

A idéia é impulsionar a aberturas de salas de cinema inicialmente em cidades de médio e pequeno portes e na periferia das grandes cidades. Os locais ainda não foram escolhidos.

A iniciativa terá como parceiro o Centro de Promoção do Cinema (CPCine), que  criou  o projeto. De acordo com o secretário de Estado da Cultura, João  Batista de Andrade, o PopCine é uma proposta que ele quer fazer para toda a América Latina. “Cinema é gente, não é só apenas sala”, disse  ele,  para ressaltar que se pode fazer espaços com custos de R$60 mil, ao  invés  de  aplicar  R$500  mil  ou  R$1 milhão em circuitos tradicionais.

O valor de entrada de cada sessão será metade do ingresso médio praticado no Brasil, custando no máximo R$4. Fernando Kaxassa, presidente do CPCine, explica que o projeto também prevê a capacitação das equipes que irão trabalhar  nessas  novas salas de cinema, por meio de oficinas, cursos de programação e gerenciamento, entre outros.

Até agosto, serão selecionados os vinte primeiros municípios do Estado que vão participar do  projeto. Para isso, será preciso que as comunidades e as prefeituras formem parcerias e viabilizem o local em que será instalado o novo cinema. Na contrapartida, a Secretaria fornecerá os equipamentos – projeção e som.

Dentro desse novo conceito de cinema, o destaque fica para a exibição  em  DVD,  de  modo  a  aproveitar  o  baixo custo da tecnologia digital.  “Estaremos  montando estruturas econômicas e de qualidade. Além do  mais, com essas salas digitais o cinema poderá voltar a existir também nos bairros populares e nas mais diversas comunidades. O público definirá o  número de sessões, de acordo com sua freqüência”,  diz Kaxassa.

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