Para secretário-adjunto de Gushiken, ?foi tudo um mal-entendido?, e a Secom não tem poder de definir o patrocínio cultural das empresas estataisPor Sílvio Crespo
07/05/2003
O secretário-adjunto da Secom (Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão estratégica), Marcus Flora, afirmou que nem a Secom nem o Ministério da Cultura podem interferir na política de patrocínios das empresas estatais. Na verdade, esses órgãos do governo podem apenas ?controlar e fiscalizar? o patrocínio, uma vez que essas empresas teriam autonomia, segundo Flora. ?Foi tudo um mal-entendido?, explica.
O ?mal-entendido? começou quando a Eletrobrás anunciou em seu site que adotaria como critério de seleção de projetos culturais que buscam patrocínio uma ?contrapartida social?. Artistas e produtores de diversas áreas manifestaram-se contra a medida, acusando o governo de ?dirigismo cultural?. Entretanto, explica Flora, esse critério não foi imposto às empresas, mas apenas ?recomendado?. Além disso, quem fez essa recomendação não foi a Secom, mas um comitê formado por representantes de ministérios (inclusive da Cultura) e das empresas estatais.
Com a reunião de ontem, as recomendações desse comitê foram descartadas, e darão lugar a outras sugestões, que serão discutidas entre o MinC, representantes das estatais e o setor cultural.
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