Nos dias 17 e 18 de novembro, o SID/MinC promove o último encontro do ano do Seminário da Diversidade Cultural – Entendendo a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, evento que reunirá gestores públicos e privados para discutir os conceitos, objetivos e princípios diretores da Convenção, adotada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2005 e ratificada pelo Brasil em 2007.
Com o principal objetivo de proteger e promover a diversidade das expressões culturais, materializadas e transmitidas principalmente pelas atividades, bens, serviços culturais, línguas e costumes de cada comunidade, a Convenção da Unesco já foi adotada em 103 países. Além de reafirmar o direito soberano dos Estados de formular e implementar suas políticas culturais, a Convenção disponibiliza uma série de medidas que as Partes podem adotar para proteger e promover a diversidade das expressões culturais em seu território.
“A Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais foi criada exatamente porque a diversidade cultural no mundo corre perigo. A globalização econômica e financeira e o progresso das tecnologias de informação e comunicação facilitaram a circulação dos bens e serviços, o que resultou em uma maior interação cultural. O problema é que essa interação tem acontecido de maneira profundamente desigual, com um fluxo de bens e serviços culturais direcionado principalmente dos países desenvolvidos para os países em desenvolvimento”, alerta Giselle Dupin, coordenadora de Articulação, Formulação e Conteúdo da SID/MinC e membro da delegação brasileira no Comitê Intergovernamental da Convenção.
“O exemplo mais visível desse desequilíbrio é a oferta de filmes no mundo. As grandes produtoras cinematográficas são norte-americanas e detêm cerca de 90% do mercado mundial de audiovisual, incluindo filmes e programas para a televisão”, cita Giselle, que fará palestra no Seminário sobre os princípios básicos da Convenção e do andamento das negociações com o Comitê Intergovernamental.
O secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, Américo Córdula, participa da solenidade de abertura do evento, pela manhã, e na parte da tarde fala sobre as ações que estão sendo desenvolvidas para a proteção e a promoção das expressões representativas da diversidade cultural do país e como as políticas públicas de Cultura no Brasil estão respondendo aos desafios da Convenção. Participam da mesa de abertura, como convidados, o secretário municipal de Cultura de São Paulo, Carlos Augusto Calil, e a presidente do Itaú Cultural, Milú Villela.
Ainda no dia 17, o evento também terá como palestrantes Hirton Fernandes, coordenador de Culturas Populares da Secretaria de Cultura da Bahia, e André Sturm, coordenador da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. No dia 18, proferem palestras sobre a Diversidade Cultural e a participação da Sociedade Civil José Márcio Barros, do Observatório da Diversidade Cultural; Azelene Inácio Kaingang, socióloga indígena do Mato Grosso; João Batista da Luz, representante da Comunidade Quilombola dos Arturos de Minas Gerais; e Renata Katsue Yuba, representante da Comunidade Japonesa Yuba de São Paulo.
Promovido pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), o Seminário conta, nesta edição, com a parceria do Instituto Itaú Cultural, local da realização do evento, e do Observatório da Diversidade Cultural.
O evento será realizado no Instituto Itaú Cultural, localizado à Avenida Paulista 149, São Paulo – SP (próximo à estação Brigadeiro do metrô). O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas. Confira a programação completa do evento clicando aqui.
* Com informações do MinC.