Seminário internacional no Itaú Cultural, em São Paulo, irá ressaltar papel da cultura e da arte como antídotos para os conflitos sociais, étnicos e religiosos
O evento “Antídoto – Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito” é uma parceria do Itaú Cultural com o Grupo Cultural AfroReggae, do Rio de Janeiro. O fórum de discussão conta com a presença de pensadores e atores sociais da Colômbia, Estados Unidos, França, Israel, Líbano, México, Peru e Sérvia, além de representantes brasileiros.
O objetivo do seminário é ressaltar o papel da cultura e da arte como antídoto para os conflitos sociais, econômicos, étnicos, religiosos, mostrando como elas podem fazer parte de qualquer iniciativa de intervenção em situações de risco humano, em complemento a ações sociais, medidas econômicas ou de infra-estrutura.
Programação
17/10
14h30 – Mesa 1 – Origem dos conflitos
Com Rodrigo Montoya (Universidad Nacional Mayor de San Marcos/Peru) e Betty Mindlin (Antropóloga, Brasil)
Como as comunidades indígenas da região amazônica lidam com os conflitos envolvendo suas terras
19h30 – Mesa 2 – A informação e os conflitos
Com Fran Ilich (Escritor, México) e Jailson de Souza e Silva (Diretor do Centro de Educação e Ações Solidárias da Maré e coordenador geral do Observatório de Favelas do Rio de Janeiro/Brasil)
A forma estereotipada com que os conflitos são noticiados pela imprensa revela mais a visão de quem produz a informação do que de quem a vive. Como garantir imparcialidade e dar direito de voz a todos os envolvidos em conflitos?
18/10
14h30 – Mesa 3 – A ausência do verbo brincar: crianças armadas
Com Shai Schwartz (Contador de histórias, ator, dramaturgo e diretor) e Tim Cunningham (Organização Humanitária Palhaços sem Fronteiras, com ações em zonas de conflito em todo o mundo)
Como as crianças reverberam a violência em ambientes em conflito. Adultas precocemente, elas deixam de brincar e passam a reproduzir comportamentos inadequados à infância.
19h30 – Mesa 4 – A junventude não conhece muros
Com Celso Athayde (Central Única das Favelas, Cufa, no Rio de Janeiro/Brasil; um dos diretores e produtores do documentário Falcão – Meninos do Tráfico/Brasil) e Veran Matic (Jornalista, Sérvia)
Com Celso Athayde (Central Única das Favelas, Cufa, no Rio de Janeiro/Brasil; um dos diretores e produtores do documentário Falcão – Meninos do Tráfico/Brasil) e Veran Matic (Jornalista, Sérvia)
19/10
14h30 – Mesa 5 – Transformadores sociais: a valorização dos indivíduos
Com José Júnior (Fundador e coordenador-executivo do Grupo Cultural AfroReggae), Renato Vieira (Coronel de polícia, trabalha o ativismo social de policiais em favelas mineiras) e Sueli Carneiro (ONG Geledés – Instituto da Mulher Negra)
Experiências que enfocam o potencial de cada indivíduo independentemente de sua situação social.
19h30 – Mesa 6 – As comunidades
Com Haidy Duque (Organização Taller de Vida e atua na recuperação psicológica de populações abaladas pela opressão de narcotraficantes e pela agressividade das Farcs na Colômbia) e Ferréz (Escritor, autor de Capão Pecado e Manual Prático do Ódio)
Transformações operadas por projetos culturais em comunidades imersas em problemas como o narcotráfico e a violência.
20/10
14h30 – Mesa 7 – A Educação no conflito
Com Marie-Agnès Beau (Psicóloga, França) e representantes de organizações brasileiras
Guerra, tráfico, xenofobia. Como os projetos educacionais podem mudar essas situações?
19h30 – Mesa 8 – Encerramento
Com Mariam Said (Viúva do intelectual palestino Edward Said, é ativista e trabalha na divulgação da orquestra formada por seu marido e pelo maestro Daniel Barenboim, integrada por árabes, israelenses e espanhóis/Líbano)
Local
Itaú Cultural – sala Itaú Cultural
Avenida Paulista 149
São Paulo
11 2168 1700
Inscrições
Todas as mesas são gratuitas e as senhas serão distribuídas a partir de meia-hora antes do início (lotação: 255 lugares)