A arte contemporânea junto a outros setores da cultura – e da economia – vem recebendo um crescimento exponencial no Brasil e no mundo. Nos últimos anos surgiram novas galerias, proliferaram-se os cursos de formação de artistas e profissionais da área, além dos novos prêmios da iniciativa pública e privada. Mas como se dá a inserção do artista nesse contexto?
Questões como essa serão debatidas ao longo de dois dias (29 e 30 de março), em São Paulo, por artistas e pesquisadores das cinco regiões do país, no seminário Longitudes: a formação do artista contemporâneo no Brasil. O evento acontece na Casa do Povo e tem concepção e organização da pesquisadora Mariana Fernandes, que desenvolve um mestrado em políticas culturais e formação do artista.
Voltadas para estudantes de artes visuais, artistas, profissionais e pesquisadores do setor, as seis mesas do seminário discutirão um tema pouco abordado, tanto na meio universitário quanto também entre os próprios profissionais do meio, conforme observa Mariana. “Esse crescimento do mercado de arte tem gerado muito dinheiro, mas eu não vejo isso ser revertido na vida dos artistas e na cultura do país. O que está sendo trazido para a sociedade? Os artistas estão em uma situação cada vez mais frágil e precarizada.”, questiona a idealizadora do seminário.
O projeto se fundamenta na reflexão do porquê existirem hoje políticas públicas que buscam financiar e facilitar a ida de galerias brasileiras para o exterior, como o Projeto Latitude, enquanto a regulamentação do mercado de trabalho no setor de artes visuais no país é assunto de pouco interesse público e privado.
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